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Hackers no e-commerce: como se comportam no Brasil, México e Argentina?

Onda de supostas invasões em smartphones tem sido tema de debate, e um levantamento indica o comportamento dos cibercriminosos na América Latina.

Wellington Arruda

23/07/2019 às 10h14

Foto: Shutterstock

Em 2018, o e-commerce brasileiro registrou crescimento de 12% e faturou R$ 53,2 bilhões, segundo dados da Ebit/Nielsen. Foram registrados 123 milhões de pedidos no levantamento. Para 2019, a expectativa é de 15% de crescimento e R$ 61,2 bilhões em vendas.

Com números tão expressivos, apenas aqui no Brasil, pesquisadores de segurança e antifraude alertam para os golpes.

A Konduto, especializada em antifraude para pagamentos online, e a Ebanx, fintech voltada para negócios digitais, listaram o comportamento de fraudadores na América Latina. Foram considerados o Brasil, México e Argentina.

Segundo os dados relacionados pelas companhias, na mesma medida em que o comércio online se expande, o número e variedade de golpes também aumenta.

Vale citar que México e Brasil lideram o ranking de fraudes na América Latina. O levantamento aponta que um dos motivos é o contexto socioeconômico destes países. Ambos são as maiores economias da região, são mais populosos, têm alta disparidade social e sistemas maduros para vendas online.

Desta forma, os cibercriminosos se aproveitam do ambiente digital para fazer ataques utilizando diferentes técnicas.

O perfil do hacker da América Latina

O levantamento aponta boas diferenças entre os cibercrimes para redes financeiras nos três países citados. Isso também reflete na maneira como os varejistas tendem a ofertar seus produtos. Na mesma linha, nos mostra diferentes cenários do comércio eletrônico.

O México é líder em fraudes no comércio eletrônico na América Latina. Considerando os golpes online, a economia local deixou de ganhar cerca de R$ 74 bilhões em 2017. Os dados são da Condusef (Comissão Nacional para a Proteção e Defesa dos Usuários dos Serviços Financeiros).

Uma característica destacada do fraudador mexicano, segundo o levantamento, é a persistência. É relatado que ele tenta, por meses, encontrar brechas no sistema das lojas. Assim, os varejistas locais acabam negando mais pedidos, o que resulta em uma taxa de conversão mais baixa.

No Brasil, o segundo colocado na América Latina, os cibercriminosos utilizam mais tecnologias se comparados com as regiões próximas. Isso inclui o uso de bots, geração de scripts, sistemas maliciosos e outros. Também são citados os testadores de cartão.

Assim, eles são mais dinâmicos: se um golpe não funcionar numa loja, buscam outra. Sempre com produtos de maior liquidez em mente.

O relatório da Konduto e Ebanx cita que os hackers da Argentina são menos engenhosos. Eles se apropriam de comportamentos facilmente perceptíveis por sistemas antifraudes, por exemplo. Eles recorrem, principalmente, a táticas de spam e phishing para coletar dados cadastrais, buscando acesso a contas bancárias ou cartões de crédito.

É citado que os fraudadores do país vizinho buscam, por exemplo, produtos de alto valore e serviços como viagem.

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