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Hardware combinado com software é aposta da Symantec

Vitor Cavalcanti

18/03/2014 às 9h00

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A segregação entre hardware e software é cada vez menor no mercado de tecnologia da informação. Assim como quando compra um carro, o consumidor não quer saber de onde vêm as rodas e qual foi o fornecedor escolhido para a lataria.

A importância dada pelo cliente deixa os aspectos técnicos e se volta ao interesse por soluções descomplicadas. Se for plug-and-play, melhor ainda. Foi com esta temática que a Symantec trouxe ao Brasil, no início de outubro, o appliance de backup, produto que já era vendiddo em território nacional há cerca de três meses e já soma vendas em torno dos 30 milhões de reais, como já noticiado aqui.

Em entrevista exclusiva à CRN Brasil durante visita a São Paulo para o Symantec Vision, Bill Robbins, vice-presidente global de vendas e serviços, explicou que hardware entrará na estratégia da fabricante de softwares de segurança quando fizer sentido em uma oferta completa. Smartphones e computadores totalmente protegidos ? apesar de terem um apelo teórico no mercado ? estão fora de cogitação, ao menos por enquanto. Mas o emprego de maior segurança no ambiente de cloud é um foco inegável da empresa.

Casado há 23 anos com a mesma mulher e pai de uma menina de oito anos, Robbins vive, atualmente, na charmosa cidade de San Jose (Califórnia, EUA), em meio ao Vale do Silício. Quando não viaja para visitar clientes e participar de eventos, ele dirige diariamente 20 quilômetros até a cidade de Mountainville, onde está o escritório da empresa.
Depois de viver dois anos em Singapura, entre 2006 e 2007, o executivo ajudou a Symantec a elevar a participação da Ásia na receita da empresa de 14% para 17%. ?A primeira coisa que posso dizer sobre lá é que todos os dias são iguais: é quente, é úmido, o sol nasce às sete da manhã e se põe às sete da noite?, relatou. Em termos de negócio, a grande diferença era a orientação da empresa, que sempre foi muito focada no Ocidente, em especial Europa e Estados Unidos. Exatamente por esse motivo que ele foi enviado à região: com o desafio de aumentar a relevância local.

leia também um trecho da entrevista:

CRN Brasil -Como está a estratégia da Symantec para a unificação de ofertas de hardware e software?
Bill Robbins ?
Há três formas de entregar solução: software tradicional, plataformas integradas para rodar nos data centers ou pequenos negócios para fazer coisas de backup ? acreditamos que isso crescerá bastante ? e terceiro é entregar o serviço via cloud. Para aqueles que não necessitam de software ou de hardware em seu escritório, elas basicamente se protegem através da nuvem: e você pode fazer backup dessa forma, segurança de mensagem, arquivamento...

CRN - Então qual será o próximo hardware?
Robbins ? Vamos olhar para o hardware não somente para ter um hardware. Não queremos um PC, um smartphone...

CRN - ...mas um PC ou smartphone totalmente protegido teria apelo de mercado...
Robbins ? ...achamos que esse mercado já tem bastante gente. Não queremos resolver o problema do dispositivo, do servidor, do hardware. Queremos resolver problemas de negócio, e uma dessas formas pode ser entregar um hardware como parte integrada da solução. É menos sobre o hardware e mais sobre a necessidade de tecnologia.

CRN - Então vou mudar minha pergunta. Qual é o próximo espaço de necessidade do cliente? Vocês lançaram o appliance de backup por causa de um problema. Qual vai ser o próximo problema que um provável hardware da Symantec vai tentar resolver?
Robbins ? O que estamos vendo é gestão de dados e segurança na nuvem. Mais pessoas querem ir para ela e apenas gerir os dados na nuvem é muito difícil. Há muitos dados em cloud e a conexão com a internet não tem o mesmo nível de um servidor.  Essa gestão vai ser uma oportunidade muito grande para nós e uma grande complexidade para nossos clientes. Uma das coisas difíceis com storage hoje é mover os dados através de diferentes arquiteturas. Provemos soluções com nossas ferramentas de gestão de armazenamento que constroem pontes entre sistemas de diferentes arquiteturas. E achamos que fazer isso na nuvem é uma boa oportunidade para nós, porque é um grande desafio aos nossos clientes.

CRN - Então podemos pensar em uma nuvem totalmente protegida pela Symantec?
Robbins ? O que eu posso garantir é que queremos que as pessoas se sintam confiantes em fazer negócios em cloud, da mesma forma que fazem em seu data center. Hoje eu digo que a indústria não está lá. Mas quando olho no roadmap e nas coisas que estamos trabalhando, alguns dos produtos que temos hoje, alguns estão no mercado, outros estão em desenvolvimento e outros são problemas que ainda estamos tentando resolver. O desafio nunca acaba. Já temos algumas dessas soluções hoje. Temos uma solução em que tudo o que você coloca na nuvem já é totalmente criptografado. Temos gestão de segurança móvel, que faz avaliação não somente do dispositivo, mas da aplicação que vem da loja de aplicativos. Então, criptografamos esse app para ter certeza de que os dados que vão para dentro dele não possam sair. Não pode copiar ou colar, abrir com outra aplicação...mas não consigo responder, porque realmente não há essa informação, se existe uma proposta de lançar um servidor seguro.

Mas quando falamos em cloud, tudo fica mais fácil, porque não é um hardware específico que você protege, mas garante a segurança dessas informações ao redor de todos os diferentes produtos e fornecedores.

?Estou há dez anos e meio na companhia, tive a oportunidade de encontrar muitos do time, sei o nome deles, conheço suas famílias, isso é muito importante para mim. As pessoas costumam dizer: não é pessoal, são apenas negócios. Em meu ponto de vista, não são apenas negócios, é pessoal. Tento fazer as coisas muito pessoais, gosto do que faço, e isso faz parte da forma como trabalho, eu gosto de gostar do que eu faço?.

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