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IBM lança mainframe que opera transações criptografadas

Guilherme Borini

17/07/2017 às 9h38

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A IBM traz para o mercado, a partir desta segunda-feira (17/07), o novo IBM z14, mainframe capaz de operar mais de 12 bilhões de transações criptografadas por dia - o equivalente a 2 milhões de containers Docker, por exemplo.

Segundo Aníbal Strianese, diretor de sistemas de hardware da companhia para América Latina, a solução tem capacidade 35% maior em relação à geração anterior e o grande diferencial é a funcionalidade de criptografia, que garante um ambiente seguro, sobretudo para o setor financeiro. O executivo aponta que cerca de 90% dos dados financeiros do mundo inteiro correm em mainframes, sejam para compras no e-commerce, transferências etc - fato que impulsiona o investimento da companhia em mainframe.

"Trata-se de uma tecnologia de mais de 50 anos e que foi evoluindo ao longo do tempo. É muito difícil pensar hoje em dia como uma tecnologia pode durante tanto. O grande segredo é que de geração a geração ela foi se transformando de acordo com as necessidades do mercado. Esse anúncio é o próximo passo", afirma o executivo, em entrevista ao IT Forum 365.

O próximo passo citado por Strianese é garantir a segurança dos dados em meio à explosão de ciberataques, sobretudo usando dados criptografados. Dos mais de 9 bilhões de registros de dados perdidos ou roubados desde 2013, apenas 4% foram criptografados, tornando a grande maioria dessas informações vulneráveis ​​aos cibercriminosos.

"Estamos vendo diversos casos de hackers sequestrando máquinas e cobrando resgate ou roubando informações para vender. A nova moeda no mundo é o dado, as informações, e a grande preocupação das empresas hoje é a segurança. Tudo que reside no mainframe poderá ser encriptado, ou seja, se esse dado for roubado, se torna inútil pois está criptografado com uma chave", explica.

Segundo dados da Solitaire Interglobal, apenas cerca de 2% dos dados corporativos são criptografados, contra mais de 80% em dispositivo móveis. "Isso tende a mudar nos próximos anos", aposta o executivo.

O novo sistema IBM, pela primeira vez, amplia o leque de proteção da tecnologia de criptografia e sistema de proteção da IBM para dados, redes, dispositivos externos e aplicativos na nuvem com base em software de código aberto, como o IBM Cloud Blockchain Service, sem qualquer aplicação ou alterações no banco de dados.

Regulações
O IBM z14 também foi concebido para ajudar os clientes a ganhar confiança com os consumidores e a cumprir novos padrões, entre eles o Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR), da União Europeia, que aumenta os requisitos de conformidade de dados para organizações que fazem negócios na Europa a partir do próximo ano. O GDPR exigirá que as organizações denunciem violações de dados dentro de 72 horas ou enfrentem multas de até 4% das receitas anuais, a menos que a organização possa demonstrar que os dados foram criptografados e as chaves foram protegidas.

"Estamos anunciando algumas funcionalidades para ter alta disponibilidade e continuar atendendo normas de hoje, mas também futuras que os órgãos estão criando para garantir uma disponibilidade do mercado financeiro como um todo."

Cobrança
Para a solução, a IBM preparou uma nova oferta de cobrança, o chamado Container Pricing, fornecendo valores de software simplificados que combinam implantação flexível com economia competitiva. "Vimos que os clientes queriam rodar as aplicações no mainframe mas tinham a barreira do custo da plataforma. No Container Pricing, o cliente consegue elaborar formas de pagamento que fazem mais sentido a empresa. Ao invés de cobrar a infraestrutura toda, estabelece uma política que vai cobrar por transação realizada. Se o processo obtém sucesso e o número de transação aumenta, a máquina vai poder dar capacidade e vai ter essa cobrança por transação", explica.

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