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Home Office: 5 recursos para facilitar o trabalho em casa

Atitudes e ferramentas que podem ajudar tanto funcionários quanto empregadores na efetivação do home office

Em escala global, os brasileiros estão entre os que mais trabalham de casa. De acordo com a pesquisa Future Workforce Study, publicada pela Dell e Intel e que contou com a participação de 3.800 profissionais de dez países, 53% dos entrevistados do Brasil informaram realizar alguma atividade profissional de forma remota, por meio da internet.

Mas isso ainda é pouco comparado à vontade dos colaboradores brasileiros. Um estudo da CNI – Confederação Nacional da Indústria, revela que 81% dos trabalhadores do país gostariam de ter flexibilidade quanto ao local de trabalho.

Olhando para essa tendência, que diminui custos das organizações e oferece maior conforto ao funcionário, empresas oferecem serviços para facilitar o home office e torná-lo mais seguro. As soluções vão desde tecnologias para democratizar o acesso à internet, passam por softwares de gestão, serviços na nuvem e chegam na tão comentada segurança de dados.

Além dos aspectos técnicos, para efetivar esse modelo de trabalho é preciso que os colaboradores mudem alguns hábitos, garantindo assim a mesma produtividade e comprometimento que teriam dentro de escritórios.

Confira 5 atitudes e ferramentas que podem ajudar tanto funcionários quanto empregadores na efetivação do home office:

1. Internet de qualidade

O trabalho remoto permite que uma pessoa residente no interior de Santa Catarina trabalhe para uma empresa de São Paulo, por exemplo. Para que o colaborador renda mais dentro de casa é preciso que ele conte com uma internet estável e rápida. A conexão permite que os processos sejam integrados e a comunicação ágil. A Cianet, empresa que desenvolve soluções para provedores regionais – responsáveis pela conexão em 30% das médias cidades e na maioria dos pequenos municípios brasileiros – trabalha para auxiliar a democratização da internet.

Para isso, é necessário um acompanhamento contínuo da qualidade do serviço que está sendo enviado para o usuário. A empresa está desenvolvendo uma tecnologia que é capaz de prever à distância problemas técnicos na conexão. Deste modo, mesmo pessoas em regiões afastadas, poderão contar com um serviço estável e que seja um aliado no trabalho, não um impasse como vem acontecendo.

2. Ferramentas e armazenamento em nuvem

Evitar retrabalho e facilitar o acesso ao que é produzido, mesmo estando a milhares de quilômetros dos demais colaboradores da empresa, é fundamental para o bom andamento das atividades. Como fazer isso no dia a dia, impedindo que uma planilha, por exemplo, tenha uma versão no computador da sede da empresa, outra no notebook do colaborador remoto e uma terceira, diferente, no smartphone do gerente de vendas? Por meio de softwares baseados na computação em nuvem. Essa tecnologia, core business da cloud broker Teltec Solutions, permite compartilhar informações em tempo real, on-line.

Há recursos que vão desde o armazenamento de cópias de segurança até plataformas inteiras que funcionam via internet, com segurança de alto nível monitorada por equipes especializadas, 24 horas por dia. Para o CEO da Teltec, Diego Brites Ramos, “a nuvem é uma excelente aliada de quem faz home office porque é imediatamente escalável e muito mais viável do que estruturas físicas adquiridas pelas organizações”.

3. Segurança de dados

Para as organizações que incentivam a prática de home office ou, ainda, no caso de profissionais que atuam de forma independente, algumas dicas são importantes para garantir a segurança dos dados corporativos. Políticas de segurança são eficazes para conscientizar sobre os riscos virtuais para a organização e nas funções desempenhadas por cada um, seja dentro ou fora do negócio.

Para quem trabalha por conta própria, é fundamental observar fatores como backup dos dados, a atualização do antivírus e do sistema operacional, tanto de computadores quanto dos gadgets usados. O CEO da OSTEC Business Security, Cassio Brodbeck, afirma que também é necessário refletir sobre o controle de acesso aos dados, especialmente os sensíveis, seja para o profissional ou clientes, como são os casos dos bancos e hospitais. Ao fazer uso de informações em dispositivos conectados a redes públicas ou domésticas, as informações podem ficar vulneráveis, passíveis de um sequestro de dados, por exemplo.

4. Metas e compartilhamento de objetivos

Para que a equipe se mantenha engajada nos objetivos da empresa é preciso que cada colaborador veja sentido no que faz e tenha consciência do impacto do seu trabalho nos resultados finais da companhia. Alguns softwares, como o desenvolvido pela CoBlue e que leva o mesmo nome, permitem que cada um tenha um objetivo e que os outros, mesmo separados fisicamente, possam contribuir e dar dicas para o alcance daquele indicador. Sendo assim, é possível ter uma visão geral do caminho que a empresa está seguindo e qual o papel de cada colaborador nisso.

5. Organize-se

O ambiente doméstico pode ser muito confortável para o trabalho — às vezes, até demais e isso pode comprometer a produtividade. É importante que o interessado seja organizado para combater a procrastinação e tenha desde um espaço reservado para as atividades profissionais — é importante que exista uma limitação física de onde se trabalha e onde se mora na casa — até recursos digitais que o auxiliem a gerenciar o tempo.

Para o empreendedor Piero Contezini, cofundador da fintech ASAAS, “é fundamental ter atenção e estabelecer uma boa comunicação com a equipe”. Ele sugere o uso de plataformas como o Trello para organizar as demandas, e diz que a distância não deve ser uma barreira à interação pessoal. “Nunca deixe de dar e pedir feedbacks à equipe”, finaliza.

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