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Pesquisa revela que 32% das empresas de manufatura ainda não obtiveram valor com servitização

Maioria das empresas do setor agora está começando a utilizar insights baseados em dados para impulsionar o tempo de inovação, de acordo com estudo global

A IFS, fornecedora global de software de gestão empresarial, anuncia os resultados específicos da indústria de manufatura levantados pelo Digital Change Survey. O estudo conclui que a indústria está usando uma ampla gama de tecnologias digitais para impulsionar o crescimento comercial à medida que os esforços de servitização se concretizam, mas a falta de competências, a aversão à mudança e a relutância em colaborar externamente continuam a ser desafios-chaves.

Servitização impulsiona a mudança

A mudança estratégica dos produtos manufaturados voltados para a criação de novos serviços através da “servitização” é um fator-chave atrás do imperativo da transformação digital. 68% dos entrevistados afirmam que a servitização’’ está “bem estabelecida e já está pagando dividendos” ou “em progresso e está recebendo atenção e apoio executivo apropriado”. No entanto, quase uma em cada três empresas de manufatura ainda deve derivar o valor da servitização.

“A servitização do setor de manufatura está sendo impulsionada em parte por pressões competitivas, mas também por clientes que exigem mais e querem tudo mais rápido”, disse Antony Bourne, Vice-Presidente de Soluções Globais para a Indústria da IFS. “Os fabricantes que ainda não adotaram um modelo de negócios centrado no serviço estão perdendo os fluxos de receita e novas formas de desenvolver suas ofertas. Para ser bem-sucedido, em sua resposta às necessidades dos clientes e às demandas crescentes, os fabricantes devem compactar o tempo de entrega ao mercado, finalizando uma ideia, desde o design até um item comercial, o mais rápido possível. Novas tecnologias digitais podem ajudar com isso.”

Ao contrário daqueles em outros setores, que veem as mudanças digitais principalmente como um jogo de eficiência, os fabricantes veem isso como uma chave para desbloquear o crescimento comercial. Cerca de 37% identificaram a “inovação acelerada” como um impulso para a mudança – mais do que em qualquer outro setor – enquanto a diferenciação competitiva (32%) também foi considerada como um dos cinco principais fatores. Na verdade, esses dois fatores podem ser vistos como quase comparáveis às alavancas organizacionais mais comuns: “eficiências internas do processo” (40%) e “economia de custos” (33%).

Um setor digitalmente maduro

O setor de manufatura está aproveitando todas as novas tecnologias para acelerar o crescimento, com 83% dos entrevistados identificando-se como “capazes”, “explorando” ou “aprimorados” e nem um único sequer nos estágios “nascentes”. As firmas norte-americanas estão na vanguarda, com 55% identificando como “aprimorados” ou “otimizados”; muito acima dos EMEAs ( 29%) e APAC (21%) dos entrevistados.

No entanto, 84% dos fabricantes disseram que pensam que os fundos são “adequados” ou “avantajados”, o mais baixo de qualquer setor. Além disso, 12% descreveram os fundos como “excessivos”, algo que não foi visto em nenhum outro setor da indústria. É claro que as empresas de Manufatura nem sempre estão alocando o orçamento de forma eficaz, ou obtendo valor com o dinheiro.

Transformação cultural

No entanto, o relatório também destacou os desafios culturais que podem impedir os esforços de transformação digital, especialmente a abertura e a vontade de compartilhar com externos, as empresas terceirizadas. Quase um terço (31%) dos entrevistados disseram que queriam aumentar a colaboração, identificando ‘pós-vendas/ estimativas’, ‘supply chain’ e ‘vendas/ gestão de leilão’ como áreas-chave. Com 57% relatando um nível muito forte de integração interna e trabalho interdepartamental, a colaboração externa parece ser a área onde há margem para melhorias.

Gaps de Talentos

A Servitização oferece novas oportunidades de trabalho para empregados de Manufatura, atualmente focados em tarefas exclusivas de produção. No entanto, quase um quarto (23%) dos entrevistados afirmaram que a falta de habilidades e talentos atualmente representa uma barreira para a mudança, com IA/Robótica e Business Intelligence como as duas áreas mais afetadas. Na verdade, há uma oportunidade considerável para as organizações de Manufatura comunicarem melhor o fato de que a servitização e a proliferação de máquinas no local de trabalho podem criar novos empregos: atualmente, 49% dos trabalhadores citam aversão à mudança como a maior barreira à transformação digital.

No entanto, 71% dos entrevistados estão tomando medidas proativas para aprimorar seus talentos existentes, enquanto 29% também estão buscando contratar externamente.

Falta de insights baseados em dados

Big data e Analytics são identificadas como as tecnologias digitais número um para investimentos pelos entrevistados. No entanto, apenas um quarto (26%) estão realmente aproveitando insights baseados em dados com sucesso, que oferece um tempo mais rápido de inovação. Parece que a maioria das empresas de manufatura ainda não conseguiu descobrir como derivar o valor de seus dados. Na verdade, 58% afirmam que estão apenas começando a utilizar insigths baseados em dados, que estão começando a ter um impacto positivo no tempo de inovação, mas ainda não são uma vantagem competitiva.”

Acelerando a transformação digital

Dito isso, há sinais de que as empresas de Manufatura estão envolvendo a Automação – que foi identificada como a força mais disruptiva da indústria – e novas formas de usar dados para se manterem competitivos e inovadores. Mais de metade dos entrevistados (55%) já transitaram para Manufatura inteligente, com mais 26% esperando fazê-lo dentro de dois anos.

Para ficar à frente da concorrência, as empresas precisarão acelerar sua adoção da transformação digital, e empresas terceirizadas podem ajudar aqui trazendo habilidades e recursos fundamentais. Cerca de 81% dos entrevistados de Manufatura dizem que “os fornecedores terceirizados atuais da empresa estão equipados para atender a futuras necessidades digitais”. O relatório revela que os fabricantes veem empresas terceirizadas desempenhando papéis fundamentais na “organização e operações digitais”, “análise de desempenho e relatórios” e “estratégia digital”.

Sobre a Pesquisa da IFS “Digital Change Survey”

Esta pesquisa foi encomendada pela IFS para avaliar a maturidade da transformação digital em todas as indústrias em escala global. O relatório cross-industry pode ser encontrado aqui. Feito a partir de entrevistas feitas em profundidade pela empresa de pesquisa Raconteur, que assumiu os pontos de vista de 750 tomadores de decisão em 16 países, nas indústrias de Petróleo e Gás, Aviação, Construção e Subcontratação, Manufatura e Serviços. Na Manufatura, 150 entrevistados participaram da pesquisa. Os países pesquisados foram EUA, Canadá, Reino Unido, Suécia, Alemanha, França, China, Japão, Austrália, Noruega, Dinamarca, Holanda, Espanha, Polônia, Oriente Médio (como região) e Índia.

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