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Inteligência artificial desafia modelos operacionais tradicionais

Conclusão é de estudo realizado pela Deloitte e WEF, que analisou o ecossistema de serviços financeiros

Redação

04/02/2019 às 15h10

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A inteligência artificial (AI) é realidade e vem mudando os padrões de diversos setores da economia, inclusive das instituições financeiras. Esse é o ponto de partida do relatório A Nova Física dos Serviços Financeiros, que acaba de ser lançado pela Deloitte, em parceria com o Fórum Econômico Mundial (WEF). O estudo aborda como a AI está modificando o relacionamento destas empresas com todos os seus stakeholders, alterando suas próprias estruturas.

Os mercados já começam a observar os resultados do uso da IA para eficiência operacional e, consequentemente, a sua contribuição para aumentar a competitividade.Diante desse cenário, o relatório A Nova Física dos Serviços Financeiros identifica nove importantes insights que demonstram como a Inteligência Artificial está criando novas formas de estrutura, nas quais capacidades novas e antigas estão sendo combinadas de maneiras inusitadas.

1. Centros de custo x centros de lucro

As instituições transformarão as operações de back-office, a partir da inteligência artificial, com o objetivo de acelerar o processo e também diminuir custos.

2. Novo campo de batalha para fidelização de clientes

A AI está dando origem a um novo conjunto de fatores relevantes como, por exemplo, a capacidade das empresas de otimizar os resultados financeiros adaptando, recomendando e aconselhando os clientes, de forma a criar mais vínculo e mais assertividade em suas respostas. As instituições passarão a oferecer uma consultoria diferenciada, melhorando assim o desempenho.

3. Autonomia no setor financeiro

As experiências futuras dos clientes serão centradas na Inteligência Artificial, que irá automatizar grande parte da vida financeira deles e melhorar seus resultados financeiros. Os indivíduos irão interagir cada vez mais com uma única plataforma ou agente de consultoria que fornecerá recomendações personalizadas sobre os tipos de produtos e serviços com os quais eles devem se envolver. Isso ocorrerá com base em dados e algoritmos que automatizarão a maioria das decisões rotineiras dos clientes.

4. Soluções coletivas para problemas compartilhados 

Enquanto a AI apresenta mais possibilidades de competição, também, por meio do compartilhamento de dados, demonstra-se um forte mecanismo para apoiar outras atividades dentro das empresas. Um dos fatores nos quais a AI auxilia as companhias é na prevenção de fraudes. As soluções por meio de análise de dados compartilhados aumentam a precisão e o desempenho na busca por segurança do sistema financeiro.

5. Divisão da estrutura de mercado

Como a AI reduz os custos de P&D, as empresas serão impulsionadas aos extremos dos mercados, com o objetivo de ampliar os retornos para os grandes players e também criar novas oportunidades para os pequenos, que representam nichos específicos e que possuem características mais inovadoras.

6. Complexa alianças de dados

Em um ecossistema onde todas as instituições estão disputando a diversidade de dados, a gestão de parcerias com outros players e potenciais concorrentes será fundamental, apesar de repleta de desafios estratégicos e operacionais.

7. O poder dos reguladores

As regulamentações que regem a privacidade e a portabilidade dos dados moldarão a capacidade das instituições de implementar a AI tornando-se tão importante quanto as regulamentações tradicionais para o posicionamento competitivo das empresas.

8. Adaptação de estratégias de talentos

A transformação de talentos será o item mais desafiador na implementação da inteligência artificial nas instituições, colocando em risco o posicionamento competitivo das empresas que falharem nesse processo de transição.

9. Novos dilemas éticos

A AI exigirá uma avaliação conjunta de princípios e técnicas de supervisão para abordar as questões éticas e as incertezas regulatórias que estão impedindo as companhias de adotarem as capacidades de inteligência artificial. 

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