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Inteligência artificial está transformando os bots (e as pessoas)

CIOs discutem como alguns processos passaram a ser otimizados por meio da automação. E como os humanos ainda são peça fundamental

Caio Carvalho

19/04/2019 às 10h03

Foto: Photo Gama

Muitas são as aplicações de inteligência artificial (AI) usadas nas empresas, nos mais variados setores da indústria. Uma das utilizações mais comuns são os "bots", mecanismos baseados em inteligência artificial e machine learning, que simplificam inúmeros processos que, normalmente, levariam horas se fossem desempenhados por mãos humanas. Só que até os bots estão sendo transformados por conta desse aprendizado de máquina. E, aqui, trata-se de um caminho sem volta.

Foi com essa constatação que Claudia Piunti, diretora de TI da Gerdau, e José Antônio Furtado, CIO da Nexa Resources, abriram um bate-papo sobre como a AI tem impactado o desenvolvimento dos bots, principalmente na automação de tarefas. Cláudia e Furtado participaram da 21ª edição do IT Forum, que acontece de 17 a 21 de abril, na Praia do Forte, Bahia.

Para os executivos, os bots chegam para facilitar o andamento de tarefas que até então eram muito complexas ou demandavam tempo desnecessário, mas que ainda assim são fundamentais para alterar toda a cadeia de negócios por mio da tecnologia, uma vez que a automação de atividades ainda não é adotada pela maioria das corporações. Para isso, ambos dizem ser preciso pensar justamente o contrário: primeiro, colocar a tecnologia no centro das atenções, para só depois colher os frutos desse impacto e investimento nos negócios.

Mais especificamente, a Gerdau realizou um novo processo de consulta de materiais para modificar como essas informações eram colhidas. Até então, não havia um uso intenso de recursos de inteligência artificial. Foi aí que entrou o Watson, o supercomputador da IBM, amplamente usado por companhias do mundo todo para ajudar a entender como procedimentos internos podem ser agilizados por meio da AI. O mesmo aconteceu com a Nexa, que implementou um sistema de AI capaz de auxiliar no gerenciamento de tarefas na companhia.

De acordo com Furtado, a inteligência artificial gera "novas possibilidades de receitas, elimina o trabalho manual, reduz a virtualização do trabalho, otimiza a produção com inteligência e torna as operações mais seguras". "Por meio de múltiplos conhecimentos, criamos uma estrutura que atenda todas as demandas de negócio", disse. "Também temos que ver o que é prioritário. E saber como vamos transformar as várias pessoas e talentos que ajudam no desenvolvimento dessas tecnologias", complementa Claudia.

Embora a AI seja parte fundamental para o futuro desses processos tecnológicos, os executivos acreditam que a participação de pessoas, de humanos, também será um elemento crucial que ajudará na automação de tarefas. E que essas pessoas também passam por uma transformação de carreira.

"A perspectiva não é mais você começar em uma empresa e ficar dez, quinze anos atuando na mesma companhia. Há um propósito maior, em especial nos jovens que ingressam em uma nova oportunidade de trabalho. Por mais que queiramos colocá-los 'dentro da caixinha', são poucos os que aceitam essa condição", explicou Claudia.

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