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Inteligência artificial x inteligência emocional – quem leva vantagem?

Rizzo: "Um robô ainda não é capaz de desenvolver empatia. E acredito que esse tipo de habilidade continuará sendo exclusivamente humana".

André Spera

18/10/2018 às 19h29

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"Imagine uma criança sentada na poltrona de dentista. Ela ouve o som de motor de algum equipamento e fica assustada. Será que essa criança vai se sentir mais tranquila sendo atendida por um robô?"

A indagação da palestrante July Rizzo, no palco Future Ready do IT Forum Expo 2018 mostra como a inteligência artificial pode muito, mas não tudo. "Um robô ainda não é capaz de desenvolver empatia. E acredito que esse tipo de habilidade continuará sendo exclusivamente humana", disse a palestrante - ao passo que atividades operacionais como reconhecimento de produtos em um estoque estarão reservadas às AI quase que completamente, e em breve.

Para o profissional humano, houve uma mudança de paradigmas. Saímos da metáfora da fábrica, analogia ao séc. XX - conformidade, monotonia, menor opção de produtos e cores - para a metáfora do séc. XXI, o jardim - diversidade de forma, gênero, cor, mais criatividade, foco no futuro, mas também pontos negativos como a ansiedade.

Ou seja, os focos deste século não são técnicos. "Nós absorveremos funções nas quais seja necessária empatia, capacidade de boa comunicação, criatividade e capacidade de inovar. Aos robôs serão
delegadas tarefas de automação, repetição e o trabalho com algoritmos. Não são eles que saem para o happy hour, nós é que saímos. Gostamos de estar em bando".

Coaching para novos tempos

Técnicas de coaching apresentadas pela palestrante ajudaram a mostrar perspectivas de mudança profissional que podem acontecer nessa realidade. A ideia é fazer um balanço de onde se está agora, e o que é possível fazer para mudar a trajetória profissional. Estabelecer objetivos realistas e graduais é uma das boas opções.

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