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Irdeto pode interromper transmissões piratas na Copa da Rússia

Na Copa do Mundo de 2014, foram tirados do ar mais de 3,7 mil transmissões ao vivo ilegais, bloqueando cerca de 10 milhões de usuários piratas

12/06/2018 às 14h22

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Empresa mundial de segurança de plataformas digitais, Irdeto está pronta para combater a pirataria na Copa da Rússia. Na edição passada, em 2014, a empresa identificou e conseguiu tirar do ar mais de 3,7 mil transmissões ao vivo, os chamados streamings ilegais. No total, 10 milhões de usuários tiveram o serviço pirata interrompido, perda estimada de US$ 120 milhões para as empresas que investiram na compra dos direitos de transmissão das partidas de futebol.

De acordo com Gabriel Ricardo Hahmann, diretor de vendas para da América do Sul da Irdeto, “nossas soluções são automatizadas, detectam e interrompem transmissões de vídeos, utilizando indexadores de pesquisa e até marcas d’água que são aplicadas nos filmes. Focamos campeões de audiência como o YouTube e ferramentas de buscas. Falamos em nome das empresas que adquiriram os direitos de transmissão e pedimos para interromperem o serviço.” Segundo ele, as ferramentas conseguem identificar os logos dos canais enviando alerta aos analistas para bloquearem a transmissão de qualquer programa irregular.

Liga dos Campeões

Durante a fase eliminatória da Liga dos Campeões da Europa, a Irdeto, trabalhando em conjunto com os analistas, detectou 5,1 mil strems ilegais redistribuídos pela internet durante a partida decisiva entre Liverpool e Real Madrid. Desse total, 2121 acessos eram via web, enquanto 2093 provenientes de canais nas redes sociais, como Periscope, Facebook e Twitch. Estima-se que os streams de redes sociais tenham alcançado 4,893,902 espectadores.

Como nos jogos anteriores da Liga dos Campeões, os piratas também aproveitaram os plugins de streaming ilícitos para o programa Kodi, um popular reprodutor de mídia, com 95 transmissões registrados nesta plataforma. Com o anúncio dos streamers na Liga dos Campeões, fica um alerta para a Copa do Mundo 2018, de que muito mais deve ser feito para impedir a distribuição ilegal de partidas de futebol.

Rory O´Connor, vice-presidente Sênior de Serviços de Segurança Cibernética da Irdeto acredita que “criminosos têm como alvo conteúdos premium de esportes, como a Liga dos Campeões da Europa e Copa do Mundo e estão ganhando uma fortuna ao roubar esses direitos de transmissão, já que muitos optam pelo serviço acreditando ser mais acessível".

E completa: “Proprietários de conteúdo, que são os detentores desses direitos, e proprietários de plataforma, devem atuar juntos com o objetivo de buscar tecnologia e serviços proativos para derrubar streams em tempo real. Os criminosos que ganham dinheiro por meio dessa atividade ilegal possuem pouca consideração pelos seus espectadores e os estão expondo ao cibercrime, conteúdos inadequados e infecção por malware. Além disso, os consumidores podem sofrer penas criminais se decidirem compartilhar esses conteúdos ilegais com amigos nas redes sociais”, finaliza.

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