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Lexmark prevê 2016 desafiador

Vitor Cavalcanti

24/11/2015 às 12h00

Lexmark prevê 2016 desafiador
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Com a chegada do final do ano os discursos têm se repetido. 2015 teve um começo bom, mas piorou a partir do segundo semestre, deixando as perspectivas para 2016 não tão animadoras. No caso da Lexmark, o presidente da companhia no Brasil Luiz Claudio Menezes acredita em um ano sem variações na taxa de crescimento da companhia, porém, mais complicado que 2015, isso porque, no entendimento do executivo, o próximo ano já deve começar com um cenário mais desafiador.

Assim, o trabalho será redobrado. O foco estará numa aproximação ainda maior com o cliente e também em projetos de entrega rápida e onde o retorno sobre o investimento seja efetivo. “A aposta tem que ser em como ajudar o cliente a reduzir custo e de preferência em algo que se pague em até dois anos”, comentou o executivo em conversa com o IT Forum 365.

Olhando especificamente para projetos rápidos, Menezes afirma que a equipe trabalha para identificar iniciativas táticas implantadas em até 4 meses e com o ROI rápido. Ele ressalta que, ao menos neste momento, a maioria dos clientes nem quer ouvir falar de projetos de milhões. Assim, avalia o executivo, o ideal é entregar uma proposta com um bom estudo econômico, valores possíveis de ROI e sempre com bastante pé no chão.

Pé no chão aliás tem sido uma estratégia bem utilizada pela Lexmark. Como frisado por Menezes, 2015 começou bem e piorou no segundo semestre. E um desafio adicional enfrentado por ele foi em relação ao governo, que sempre teve participação elevada no volume de negócios da fabricante, mas com a crise recente houve impacto em todas as esferas governamentais. Somada a isso está a valorização do dólar frente ao real, como 50% dos negócios da empresa estão em dólar e os suprimentos das impressoras são importados, você pode imaginar o impacto.

Transformação
“Foi um ano de muita presença em cliente, renegociação e muita luta para ganhar projetos”, confirma Menezes, lembrando que, mesmo com o cenário desfavorável, ele deverá encerrar o ano perto do número proposto.

Algo que a Lexmark tem apostado nos últimos anos e, de certa forma, essa crise ajuda, é na transformação da companhia para uma empresa de soluções e software, deixando aquela pecha de fabricante de impressoras. Como diz o próprio presidente, o foco é cada vez mais no negócio que em TI propriamente dito.

Parte dessa virada está associada às soluções de ECM, espaço onde eles navegam bem até por conta de algumas aquisições realizadas nos últimos anos. Eles conseguem ajudar as empresas com captura inteligente de imagem, por meio de um sistema que aprende a ler o documento e inseri-lo no fluxo do ERP, por exemplo. Existe também soluções específicas para o mercado de saúde, grande demandante desse tipo de tecnologia.

Assim, eles desenvolveram uma abordagem bastante próxima das linhas de negócio e não apenas da TI. “Temos condições de falar em várias verticais, com CFO, CMO, etc. Nos voltamos ao negócio para entender processo e necessidade. A TI é importante, mas nem sempre tem essa visão e usa um ECM mais básico. Por isso criamos um trabalho diferente, mas demorou para que todos entendessem que poderíamos ir além do serviço de impressão.”

Um ponto que o executivo entende ser favorável é que todo o portfólio de soluções da Lexmark é agnóstico e pode ser usado com qualquer equipamento

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