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Luciano Corsini revela desafios à frente da DXC Technology

Déborah Oliveira

08/05/2017 às 12h45

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A DXC Technology nasceu em 3 de abril de 2017 e apesar de pouco mais de um mês de vida já é uma gigante do setor de serviços de TI, com foco no digital. A empresa, fruto da fusão entre a unidade de serviços da Hewlett Packard Enterprise (HPE) e a Computer Sciences Corporation (CSC), soma 170 mil funcionários, 6 mil clientes e 250 parceiros globais, além de atuar em mais de 70 países, incluindo o Brasil. Já no primeiro dia de existência, a DXC tinha receita anual US$ 25 bilhões.

Por aqui, o escolhido para comandar a companhia foi o antigo conhecido do mercado Luciano Corsini, presidente da DXC Technology em solo nacional, que antes estava à frente da operação da HP e, mais recentemente, da HPE, na fase pós-separação da companhia. Em conversa com o IT Forum 365, o executivo mostrou-se animado com os desafios da DXC, que tem seu DNA totalmente voltado para o digital. O nome da organização, inclusive, faz referência à digital transformation company.

“Nossa grande estratégia, como a maior empresa de serviços do mundo, é apoiar clientes em todo o processo de transformação digital para que eles tenham sucesso em suas jornadas e possam atingir seus objetivos”, comentou, acrescentando que a integração entre a unidade de serviços da HPE e da CSC é um desafio importante em sua carreira. “É uma oportunidade extraordinária para mim e para quem está na DXC, porque podemos fazer com que a empresa não somente seja a maior de serviços, mas a melhor”, ressaltou Corsini. Confira abaixo a entrevista completa com o executivo.

IT Forum 365 - Como está estruturada a estratégia da DXC e quais são seus focos de atuação?
Luciano Corsini – Nossa estratégia é global. A DXC nasce como a maior empresa de serviços do mundo, totalmente independente do ponto de vista de tecnologia. Ela surge com o propósito de conduzir e até liderar o caminho para o processo de transformação digital dos clientes, desafio que hoje bate à porta de todos e tira o sono dos executivos. Com de mais de 60 anos de existência das duas empresas [HPE e CSC], acumulamos experiência e conhecimento suficientes para seguir esse caminho.

Nossa estratégia está calcada em quatro pilares: cloud, mobilidade, segurança e analytics. Ofereceremos serviços de toda a natureza em qualquer um desses pilares para apoiar nossos clientes a usar o que melhor existe de tecnologia. Temos uma postura de fora para dentro. Ou seja, investiremos mais tempo no entendimento do momento do cliente, sua atuação, dores, ameaças, oportunidades, fase de crescimento e otimização de custos. Tudo isso com independência tecnológica e com conhecimento e atuação consultiva.

Estamos certos de que podemos apoiar clientes em todo o processo de transformação digital para que eles tenham sucesso em suas jornadas e possam atingir seus objetivos.

ITF 365 – Como a união da unidade de serviços e da CSC beneficiará a atuação da DXC?
Corsini – Na junção das empresas, percebemos complementariedade grande em várias frentes. Se olharmos todas as contas de serviços da HPE e as da CSC temos sobreposição de apenas dois clientes, o que é extraordinário. A segunda complementariedade está no modelo de negócios. A HPE traz grandes contratos de longo prazo, incluindo infraestrutura, escala e volume. Pelo lado da CSC, há um modelo mais voltado para projetos, para atuação consultiva e conhecimento em soluções de indústria. Outra sinergia importante é de capital intelectual. No Brasil, temos uma empresa maior, mais robusta e mais completa em várias categorias.

ITF 365 – Qual seria, então, o grande diferencial da DXC no mercado?
Corsini – A complementaridade em várias das categorias é um grande diferencial. É importante dizer que todos os contratos foram mantidos e nenhum cliente sofreu impacto. Nosso negócio é de referência e isso foi mantido e continuará assim. O cliente olha para nós hoje e vê que há um relacionamento de longa data. Somado a isso, ele observa que somos mais independentes, flexíveis e abertos.

Tenho conversado com muitos clientes e todos eles têm me dado um retorno positivo sobre essa atuação. Estive em Dallas, nos Estados Unidos, recentemente, para uma reunião com o time de Américas e os meus pares relataram o mesmo.

ITF 365 – A empresa agregou uma ampla rede de parceiros para atuar. Como funcionará essa relação?
Corsini – Temos mais de 250 parceiros globais, que nos trazem o que existe de melhor de tecnologia. O nome do jogo para nós será alianças. Claro que com a HP e a HPE temos uma parceria próxima, até por conta dos contratos e da relação anterior. Se fizer sentido para o cliente que a solução para ele seja da HP ou HPE, vamos seguir em frente. Não viramos inimigos da HP e HPE. Eles têm soluções extraordinárias, a área de pesquisa e desenvolvimento da HP é poderosíssima, são excelentes, tanto que competem de igual para igual no mercado.

ITF 365 – Como estão os trabalhos nesse um mês de empresa?
Corsini – Em pouco mais de 30 dias fechamos dezenas de contratos. Naturalmente, alguns deles já estavam em andamento e acabamos concluindo depois do lançamento da DXC. Somos uma empresa nova, mas não nascemos ontem. Globalmente, temos em torno de 6 mil clientes e atuamos em 70 países. Somente no Brasil são mais de 50 anos. Para a corporação, o Brasil é uma geografia relevante e estratégica. O País sozinho é maior do que todo o restante da América Latina.

Apesar de todos os percalços que o País vem enfrentando, nós, como líderes de empresas no setor privado, temos de fazer nosso papel, temos de continuar conduzindo nossa operação com ética e serenidade, cuidando das pessoas para que o País volte a crescer. Quem estiver melhor preparado vai estar à frente, quem demorar mais, pode perder o bonde.

Nossa perspectiva é boa e temos de fazer nossa parte e fazer o Brasil continuar sendo uma empresa que a corporação acredita. Viemos para ficar, ganhar mercado e crescer.

ITF 365 – Falando sobre os projetos, quais têm sido as necessidades das empresas atualmente que podem ser atendidas pela DXC?
Corsini – Cloud talvez tenha, no momento, um apelo maior, especialmente a híbrida. Além disso, vejo claramente mobilidade crescendo. Empresas estão migrando para o mundo digital e precisam ter omnichannel, permitindo acesso do cliente por canais diferentes. Segurança também cresce a passos largos e a mesma coisa acontece com analytics.

ITF 365 – Pessoalmente e profissional, qual seu desafio à frente da companhia?
Corsini – Sem dúvida, conseguir fazer com que essa integração seja bem-sucedida. Qualquer profissional gostaria de passar por esse momento de ganhar espaço, mercado e mostrar ao que veio e isso depende de nós. É uma oportunidade extraordinária de carreira para mim e para quem está na DXC, porque podemos fazer com que a empresa não somente seja a maior companhia de serviços, mas a melhor. Poucas vezes vi acontecer uma integração dessa com um portfólio robusto e a soma de talentos que temos. É um momento único, que raramente surge novamente na vida de um profissional. Estou muito motivado.

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