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Machine learning promete ser ‘tsunami’ no mercado em cinco anos

Livia Scatena

07/11/2017 às 19h29

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O machine learning, que consiste em programar o computador para ensinar ele a fazer algo, está no cerne da criação do Google e foi sobre o tema que o head de tecnologia e engenharia do Google Cloud para a América Latina, Fernando Teixeira, versou no IT Forum Expo de 2017. “O machine learning está presente no Google desde seu início: ele permite que a gente dê um retorno de alta qualidade para o usuário”, disse.

“Hoje, são mais de 140 milhões de pessoas conectadas que demandam serviços e inovação. Por isso, saber como usar o machine learning para melhorar a qualidade de serviços é o pulo do gato das empresas”, afirmou o executivo.

Teixeira contou que a primeira onda da nuvem foi para reduzir custos, mas que ela é hoje um pilar provedor de inovação. “O Google nasceu como empresa de dados, e ainda é. Quando se fala em big data é difícil não pensar em Google.” O executivo relatou que uma pesquisa feita há quatro anos mostrou que 1% da energia consumida no mundo vinha do data center da empresa. "Graças ao machine learning, que identificou, por exemplo, que manter o local a 37°C era mais econômico, conseguimos reduzir o consumo energético em 40%."

Diferencial

Segundo ele, o machine learning vai ser mais que uma mudança, vai ser um tsunami no mercado. “ Toda empresa nos próximos cinco anos será uma empresa de machine learning, que não vai ser mais um diferencial, vai ser obrigatório”, constatou. “O machine learning tem que chegar a um ponto de alta qualidade para que seja capaz de identificar tudo. Criar um modelo que de fato aprenda.”

Teixeira expôs ainda que 15% de todo e-mail enviado pelo Gmail é por resposta automática: é o machine learning analisando cada e-mail e conseguindo respondê-los.

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