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Messi, Real Madrid e até clube brasileiro: bitcoin chega ao futebol

Como o esporte mais popular do mundo pode contribuir para o avanço das criptomoedas

Guilherme Borini

09/01/2018 às 13h41

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Moedas virtuais têm ganhado força e conquistado espaço. O bitcoin - principal delas -, por exemplo, que atualmente vale cerca de US$ 15 mil, já é aceito para pagamento em diversos serviços, seja em lojas virtuais ou até mesmo em hotéis e pousadas.

Um novo mercado extremamente popular pode ser mais um salto para o bitcoin: o futebol.

No último mês, nada menos que Lionel Messi, consagrado atleta argentino do Barcelona (Espanha), se tornou embaixador da moeda virtual.

O craque está investindo na criptomoeda e se juntou ao projeto do SirinLabs, companhia que prepara o lançamento de uma moeda virtual própria para financiar o lançamento de uma linha de smartphones e computadores de código aberto - chamada Finney. O principal destaque do sistema operacional criado pela empresa é o sistema de segurança que permite acesso ao blockchain, infraestrutura que servirá de base para as criptomoedas. A ferramenta blockchain permite que empresas e pessoas registrem transações de forma segura.

Se o Barcelona está indiretamente ligado ao bitcoin, com o envolvimento de seu principal ídolo, o maior rival do clube deu um passo além.

Na última semana, o Real Madrid, também da Espanha, se tornou o primeiro clube de futebol do mundo a aceitar bitcoin como forma de pagamento.

A opção é válida para pagamento do tour no estádio Santiago Bernabéu. Segundo o clube, o pagamento estará disponível a partir de fevereiro e os ingressos custam a partir de 18 euros.

A iniciativa foi idealizada em parceria com a 13Tickets, que será responsável por receber as criptomoedas e repassar ao clube.

Santiago Bernabéu, estádio do Real Madrid

No Brasil

O bitcoin não se resume apenas aos gigantes europeus. Pelo menos se depender do Bragantino, clube de Bragança Paulista (SP), que disputa a primeira divisão do Campeonato Paulista.

Em busca de patrocinadores para a temporada, a equipe anunciou que aceita também bitcoins de empresas interessadas em auxiliar na formação e manutenção do time.

Em postagem no seu Facebook oficial, o Bragantino utiliza a ação para se mostrar mais moderno, inovando aos 90 anos de fundação.

Luiz Arthur Abi Chedid, vice-presidente do clube, destaca a iniciativa inédita no futebol, parte de um projeto de modernização do Bragantino. "Fizemos essa divulgação para mostrar que o clube está antenado. Estamos completando 90 anos, mas estamos de olho no futuro e nas novidades. É uma forma de atrair também um público mais novo", afirma, ao portal Globoesporte.com.

Seja no estrelado campeonato espanhol ou no principal torneio estadual do Brasil, o fato é que o bitcoin começa a ganhar um novo mercado. Resta deixar a bola rolar para sabermos os próximos resultados.

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