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Não é sobre vencer, é sobre persistir

Em tempos em que a ciência tem cada vez menos incentivo, as olimpíadas despontam

Luiz Fernando Wisniewski

01/07/2019 às 20h58

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Foto: Shutterstock

Além de testar e premiar o conhecimento dos estudantes, as olimpíadas do conhecimento podem abrir um universo de oportunidades que ultrapassam os muros da escola. Participar de competições agrega valor para a vida futura e pode influenciar, inclusive, na escolha da carreira. Isso porque se trata de uma oportunidade do aluno se reconhecer, descobrir paixões e talentos e, desta forma, ter um vislumbre de um possível caminho profissional.

As competições são variadas e abrangem diversas áreas do conhecimento, como a Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), a Olímpiada Brasileira de Astronomia (OBA), Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) e Olimpíada de Língua Portuguesa (OLP). Para os estudantes, se trata de uma vivência muito estimulante, que contribui na capacidade de enfrentar desafios, desenvolve o interesse pelo conhecimento e alimenta a vontade de transpor limites.

Os benefícios começam no momento em que os estudantes se preparam para participar das competições. Focados nos estudos, eles têm a chance de melhorar o rendimento escolar em determinada disciplina ou mesmo aprofundar conhecimentos em alguma área de interesse. Isso faz com que o processo de ensino-aprendizagem seja mais significativo e aumente o seu desempenho.

Porém, mesmo que as olimpíadas de conhecimento tragam inúmeras vantagens, ainda são poucos os estudantes que buscam participar espontaneamente dessas atividades. Por isso, é essencial o incentivo do professor e da escola e o apoio da família. Com suporte e auxílio, a tendência é que o aluno melhore o seu desenvolvimento acadêmico, criatividade e nível de conhecimento.

Contudo, é importante ter em mente que seja qual for o resultado, uma olimpíada não é sobre vencedores, é sobre persistentes. Quem se lança a fazer algo, primeiro precisou de coragem, depois de obstinação e suor. Um vencedor, na verdade, é um candidato que não desistiu, e que provavelmente algum dia perdeu ou nem sempre foi considerado “bom o suficiente”. É alguém que enfrenta novos desafios em busca de desenvolvimento intelectual. Em tempos em que a ciência tem cada vez menos incentivo, as olimpíadas nos ajudam a lembrar que conhecer novos assuntos e ter a oportunidade de dar os primeiros passos no mundo acadêmico são grandes benefícios.

*Luiz Fernando Wisniewski é professor de Geografia no Colégio Marista Santa Maria, em Curitiba (PR)

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