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Novo unicórnio, Pure Storage ajusta estratégia para seguir crescendo

Empresa reformulou programa de canais e mira grandes empresas

Déborah Oliveira

20/07/2018 às 10h56

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Fundada em 2009, a Pure Storage, empresa de tecnologia que atua no mercado de armazenamento, nasceu nos Estados Unidos com o desejo de tornar-se rapidamente um unicórnio, ou seja, superar valor de US$ 1 bilhão. O IPO veio em 2015 e em março deste ano conquistou a tão almejada marca.

Para seguir crescendo, a fabricante realizou pequenos, mas importantes, ajustes em sua estratégia, comentou Paulo Godoy, country manager da Pure Storage no Brasil. Uma das frentes anunciadas inclui mudanças em seu programa de canais, privilegiando os parceiros mais relevantes da cadeia. “A transformação digital é pilar da nossa estratégia e nesse contexto o ecossistema é fundamental”, relatou ele.

Com esse olhar mais voltado aos parceiros, a empresa também refinou sua forma de ir ao mercado. Depois de ter conquistado as gigantes, a fabricante mira agora as grandes companhias, que fazem parte da lista das 2 mil maiores. “Vamos focar nos maiores e os parceiros nos demais. Mas isso não muda o fato de que todas as nossas vendas acontecem por meio de parceiros”, completou ele.

Essa alteração, comentou Godoy, acontece para dar mais autonomia aos parceiros. Nesse contexto, o canal precisa ser mais especializado e focado em vendas consultivas. Assim, portanto, a Pure Storage investirá pesado em capacitação da rede em um valor não revelado.

De olho na transformação digital

Godoy observa que o mercado de storage vive agora momentos de retomada. Segundo ele, tecnologias disruptivas como internet das coisas (IoT), analytics e inteligência artificial (AI, na sigla em inglês) têm impulsionado a demanda. “Além disso, novas tecnologias flash acabando virando a chave de investimento de empresas em busca de transformação e não puramente redução de custos”, comentou.

A transformação, revelou, tem mudado as regras do jogo e a resposta tem sido a modernização tecnológica. A dúvida atual, contudo, é se os clientes têm capacidade de suportar flash no momento em razão do legado. “Plugar flash em tecnologias antigas não gera o mesmo resultado do que alinhá-lo às soluções modernas”, alertou.

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