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Novos modais geram novos modelos de negócios

Vivemos em tempos em que todas as nossas ações são pautadas por aplicativos, plataformas e controladas por poucos cliques nos smartphones

Raphael Ruiz*

25/05/2019 às 14h42

Foto: Shutterstock

A era dos 'hiperconectados' nos pegou de jeito e não há volta. Quando voltamos o olhar para as grandes metrópoles mundiais, vemos que essa tendência também chegou ao modo como nos locomovemos. Quem vive em São Paulo, por exemplo, como é nosso caso, sabe muito bem as dores de tentar chegar de um ponto a outro. Se for sair em horários de picos, se prepare para, no mínimo, uma hora parado dentro do carro. Se chover...bem, boa sorte!

Diante disso, vemos surgir uma demanda interessante que une as novas tecnologias e novos modais de deslocamentos pelas cidades. Polêmicas à parte, é crescente o número de adeptos dos meios de transportes alternativos, que proporcionam novas maneiras de chegar aos destinos. Patinetes e bicicletas (elétricos ou não), ganharam as ruas e chamam a atenção das autoridades (que devem colocar regulamentações em discussão o quanto antes).

O ponto aqui é que esse conceito de ‘sharing’ (aplicado a economia compartilhada) é uma tendência que deve ser levada em consideração para os empreendedores atuais e futuros. É preciso estabelecer novos modelos de negócios que tenham como base estrutural esse novo público. Isso porque, uma das maiores propostas de valor atuais são empresas que apostam (e entendem) a mobilidade urbana e acesso democrático.

Como disse no início desse texto, a união da tecnologia e inovação com soluções que proporcionem melhores serviços aos “problemas cotidianos”, como é o caso dos deslocamentos em grandes cidades, é um caminho sem volta (e muito positivo, em minha opinião). Para os empreendedores que desejam se estabelecer em meio a esse movimento, é preciso se abrir ao novo e analisar o perfil do público. É necessário formatar as entregas de seus serviços e adequar os espaços físicos para que todos se sintam parte de seu projeto. Pense nisso!

*Raphael Ruiz é professor de inglês, idealizador e CEO da Beils

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