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O futuro do emprego é incerto, mas sempre há novas oportunidades

Luciano Somenzari

07/11/2017 às 19h21

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O futuro do emprego é precário diante das profundas transformações tecnológicas e digitais pelas quais passam as empresas, mas existe um outro lado dessa realidade, no qual os profissionais podem atuar aproveitando as oportunidades criadas por essas mudanças.  Com o tema: “Economia compartilhada: o que pode dar certo e o que pode dar errado?”, Carlos Viali, consultor de Mercado Eletrônico apresentou no IT Forum Expo as consequências da transformação digital para o mercado de trabalho.

Segundo dados apresentados pelo consultor, as previsões dão conta de que 60% dos empregos que existirão na próxima década nem sequer são conhecidos hoje. Para se preparar a isso, é preciso haver uma mudança de mentalidade dos profissionais e reinventar seu próprio emprego. Diante do quadro de transformações radicais, o  que pode dar certo, portanto? questiona Viali.

Ecossistemas de especialistas

Uma das maneiras de sobreviver à nova era é aproveitar as oportunidades que estão à disposição a partir das novas necessidades das empresas e dos consumidores, Viali sugere, por exemplo, a criação de redes de canais de especialistas para atuarem conectados às empresas.

Em outras palavras, empreendedores individuais, dentro de uma plataforma eletrônica, que possam prestar serviços especializados para diferentes companhias, a fim de que estas ganhem em escala. Tudo isso por meio da transformação digital realizada de forma colaborativa.

Na mesma apresentação de Viali, Fabio Cerquinho, professor da Fundação Instituto de Administração (FIA), da Universidade de São Paulo, falou sobre Capitalismo Consciente. Segundo ele, está havendo uma mudança de visão por parte de gestores e executivos de empresas quanto à maneira de funcionamento do sistema capitalista.

O lucro excessivo obtido a qualquer preço, sobretudo em prejuízo das pessoas através da exploração profissional, e à custa da exaustão dos recursos naturais, está dando lugar a ações conscientes, como o reinvestimento dos ganhos de capital na sociedade, contribuindo, por exemplo, para diminuir a desigualdade social e a queda da estrema pobreza.

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