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O papel da autoavaliação na busca por emprego

Iniciativa é fundamental no enfrentamento de crenças limitantes que surgem nos momentos de crise

José Roberto Marques*

19/06/2019 às 17h20

Foto: Shutterstock

Recentemente, um episódio que aconteceu na Região Metropolitana de Curitiba chamou a atenção da mídia brasileira ao revelar centenas de pessoas madrugando em uma fila em frente a uma rede de supermercados que ainda encontra-se em fase de construção. O evento que teve como motivação as 250 ofertas de emprego, reflete a atual situação do trabalhador que costuma deparar-se com as portas do mercado de trabalho fechadas. Neste contexto, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) identificou que o desemprego atinge uma média de 12,7 milhões de pessoas. Diante deste panorama, a maior referência em 'coaching' do Brasil destaca a importância da autoavaliação profissional.

O ser humano tende a construir barreiras psicológicas em momentos de crise devido ao contato com experiências negativas - o que o impede de enxergar a realidade com clareza e consequentemente prestar atenção nas possibilidades que a vida disponibiliza. Por este motivo, a autoanálise (neste caso profissional) é fundamental no enfrentamento de crenças limitantes porque proporciona uma visão integrada sobre si mesmo capaz de fazê-lo enxergar acertos e erros, comportamentos a serem trabalhados e pontos fortes a serem impulsionados na jornada em busca do sucesso na carreira. Afinal, ao atingir um objetivo final é necessário compreender onde se está para reconhecer aonde se quer chegar.

A grande eficácia da autoavaliação está no fato de representar um caminho alternativo a ausência de motivação. Ao se conhecer, a pessoa está apta a entender o funcionamento da própria mente. Ou seja, é possível encontrar o que a impulsiona e o que a faz feliz a fim de focar os esforços em desenvolver um futuro sólido sem deixar a assertividade profissional de lado. Neste sentido, a sinceridade torna-se a base da atividade já que a falta de verdade traz insustentabilidade na ação. Entretanto, alguns questionamentos fazem diferença no processo.

Veja abaixo algumas sugestões:

O que eu faço de melhor?

Identifique as qualidades profissionais sejam elas relacionadas a carreira ou não. Por exemplo, quem trabalha com contabilidade, mas tem facilidade para escrever pode transformar esta habilidade em um ponto positivo no ambiente corporativo porque ao identificar o que se faz de melhor, a pessoa explora as virtudes e as usa para ter um maior desempenho na carreira.

Qual é a minha melhor característica?

Pode ser organização, gentileza, liderança… Ao saber o que há de melhor em si, é possível encontrar maneiras de se diferenciar das demais pessoas no mercado de trabalho.

Quais são meus defeitos?

A autocrítica é uma tarefa complexa porque muitos têm dificuldades em reconhecerem os pontos negativos. Porém, é imprescindível saber os próprios defeitos a fim de em vez de se sentir diminuído, ser capaz de compreender o que é realmente preciso melhorar e dessa forma conseguir eliminar os pensamentos de sabotagem.

Quais são meus bloqueios?

Os bloqueios no cotidiano profissional podem ser comportamentos simples como a incapacidade de acordar cedo ou até mesmo uma timidez. Em termos práticos, é fundamental lembrar que as dificuldades não são necessariamente defeitos, mas, devem ser igualmente trabalhadas.

O que eu busco na vida profissional?

Ao refletir sobre o que se deseja para a carreira, é importante pensar nos fatores que o motiva a acordar para ir trabalhar todos os dias. O alinhamento do propósito pessoal com os passos a serem tomados no futuro é o combustível correto para persistir na missão de alcançar o sucesso na trajetória profissional.

*José Roberto Marques é fundador do Instituto Brasileiro de Coaching (IBC)

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