Home > Colunas

O que é preciso saber sobre a migração de dados para a nuvem

Neste artigo, Steve Rosa, da Getronics, dá dicas sobre infraestrutura e segurança de dados durante a migração de processo para a nuvem.

Steve Rosa

10/07/2019 às 9h32

Tivit firma parceria com SAP para prover serviços em nuvem na América Latina
Foto: Shutterstock

A nuvem não é mais uma mera ferramenta, mas uma plataforma fundamental e até mesmo obrigatória para o desenvolvimento de empresas, já que responde às três grandes questões de TI neste momento: segurança, dados e local de trabalho.

Isto é confirmado pelo fato de que é cada vez mais raro ter de convencer as pessoas sobre a relevância da nuvem. Se algumas ainda precisam, geralmente é porque realmente não entendem do que se trata. Nesse caso, a educação é fundamental: projetar o conceito da nuvem e sua operação, executar programas piloto e tranquilizar os interessados sobre os aspectos de segurança.

A seguir, uma lista do que é preciso saber sobre o assunto, segundo Steve Rosa, vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios Globais e Cloud, Infraestrutura e Segurança na Getronics.

É um fenômeno complexo

Embora as pessoas possam pensar que Cloud é fácil, uma vez que todo o processo de migração ocorre em apenas alguns meses, não é nada disso. Na verdade, é um fenômeno muito complexo, pois deve ser extremamente confiável e seguro, mas ao mesmo tempo adaptar-se à crescente necessidade de flexibilidade e mobilidade, tanto em termos de dispositivos como de acesso a serviços.

Na verdade, a nuvem está se tornando mais complexa a cada dia devido à inovação contínua e aos novos recursos desenvolvidos diariamente. Além disso, e isso às vezes é esquecido, a nuvem não é um produto acabado, é simplesmente uma plataforma na qual aplicativos e soluções são criados.

Portanto, a migração para a nuvem não é um ponto final, mas o começo. Como tal, a nuvem requer habilidades e conhecimentos que as empresas tradicionais não costumam ter internamente. A opção lógica, nesse caso, é usar um provedor de serviços externo, como a Getronics, que pode ajudar na transição para a nuvem e gerenciá-lo quando tudo estiver funcionando, o que é conhecido como “serviços gerenciados”.

É preciso tomar decisões corretas e gerenciar custos

Na Getronics, por exemplo, todas as ofertas envolvem Cloud de alguma maneira. Nossa ambição é acompanhar ativamente e guiar as empresas em seus esforços, ajudando-as a tomar as decisões certas antes e durante o processo de migração. Depois de concluído, continuamos a fornecer conselhos permanentes, propondo novos recursos, soluções e inovações com base em suas necessidades específicas, enquanto - e isso é crucial - gerenciamos os custos.

Usamos nosso conhecimento e experiência para fazer com que algo tão complexo quanto a nuvem pareça simples, unificando as várias ofertas disponíveis no mercado e oferecendo apenas as melhores soluções de cada tipo. Isso também precisa ser convincente e educacional, pois envolve vários níveis e processos dentro da empresa: TI, governança, segurança e compliance, faturamento, relatórios, alinhamento do cliente com o cliente final etc.

A aquisição da Managed Cloud da Colt, em abril de 2016, foi muito importante a este respeito: ela nos deu acesso ao know-how e infraestrutura com os quais operamos atualmente na Europa, ao mesmo tempo em que nos forneceu uma base de clientes, uma força de trabalho qualificada e, portanto, credibilidade.

As três fases da migração

Geralmente, a migração para a nuvem é feita em três etapas. Na primeira, há o “levantamento e a mudança” da infraestrutura e das aplicações existentes nas infraestruturas de TI tradicionais (herdadas ou nas instalações) para a nuvem e a adoção de novos serviços adjacentes disponíveis na nuvem. Isso é o que a maioria das empresas alcançou, o que permite bom desempenho e serviços, oferecendo benefícios e custos imediatos, ampliando o escopo em termos de perspectiva, capacidades e características: IA, big data, IoT, análise de dados.

A segunda etapa consiste em observar mais de perto o panorama das aplicações das empresas: qual é a situação e como elas podem tirar vantagem da nuvem ainda mais ao mudar ou redesenhar as aplicações? Isso significa modernizar os aplicativos para que eles possam usar novas ferramentas ou recursos oferecidos pelos provedores de nuvem. Um dos óbvios é os serviços de banco de dados, nos quais sistemas de servidores mais tradicionais são substituídos por serviços de bancos de dados relacionais (ou não) ou serviços analíticos de nuvem pública.

Através do terceiro estágio, o front-end é revisado e os serviços oferecidos são alterados graças às aplicações. É nesse ponto que as empresas podem realmente começar a tirar proveito dos novos recursos, desenvolvendo módulos e capacidades em suas aplicações, como por exemplo análise de dados. Dependendo do contexto da empresa, os estágios podem ser abordados de maneira diferente.

Nuvem privada ou pública?

Um elemento importante ao migrar para a nuvem é a escolha entre uma nuvem privada (hospedada pela própria empresa) e uma nuvem pública (hospedada e gerenciada por um provedor externo). Embora a nuvem pública frequentemente pareça ser a solução mais fácil, ela não é a resposta para tudo e vem com certas “armadilhas” que devem ser mantidas no radar.

A orientação especializada é, portanto, crucial. Em qualquer caso, a decisão deve sempre ser tomada com base no contexto e em uma série de critérios específicos, que vão desde o custo até o cenário geral das aplicações e infraestrutura de TI, regulamentação, necessidades de segurança.

No momento, estamos transformando a Getronics em um fornecedor de várias nuvens, apenas porque queremos oferecer a nossos clientes a liberdade de escolher com uma experiência de nuvem unificada, sem atrito e simples.

Nos últimos tempos, testemunhamos o que é conhecido como “repatriação da nuvem”, quando as empresas decidem retornar da nuvem pública para soluções privadas ou até mesmo para infraestruturas locais. Em geral, isso ocorre devido a razões de custo ou segurança: se você não gerencia seus negócios adequadamente na nuvem pública, é quase certo que você sofrerá violações de dados, ataques e/ou faturas altas. O que novamente destaca a importância de um parceiro forte e confiável.

Em termos de segurança, o oposto também é verdadeiro: quando gerenciada adequadamente, a nuvem pública é um dos ambientes mais seguros para dados confidenciais da empresa, com diferentes camadas de proteção adicionadas ao envelope de segurança dos provedores: autenticação dois fatores, firewalls, utilitários anti-intrusão. Manter esses altos níveis de segurança é uma questão de investimento e capacidades.

O que esperar do futuro

Em um futuro próximo, a Getronics espera, em primeiro lugar, um grande progresso na área de aplicações. À medida que novas funções e possibilidades surgem e a educação das pessoas sobre a nuvem melhora, os novos casos de uso permitirão que as empresas operem melhor e de maneira mais inovadora. Só então começaremos a entender o verdadeiro alcance das possibilidades oferecidas pela nuvem.

Para mim, tudo isso está ligado às três “grandes questões” de TI neste momento: segurança, dados e local de trabalho. Para cada um deles, Cloud pode ser uma resposta muito boa.

*Steve Rosa, vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios Globais e Cloud, Infraestrutura e Segurança na Getronics.

Junte-se a nós e receba nossas melhores histórias de tecnologia. Newsletter Newsletter por e-mail