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O que mudou na Oracle Brasil após a liderança de Rodrigo Galvão?

Inovação marca trajetória do presidente da gigante de tecnologia

Déborah Oliveira

23/07/2019 às 8h22

Foto: Divulgação

Há três anos, a Oracle Brasil iniciou um grande processo de mudança. Uma transformação com nome e sobrenome: Rodrigo Galvão. O executivo, que então somava 35 anos de idade e 17 na empresa, assumiu os negócios da gigante de tecnologia com a missão de acelerar projetos e promover uma verdadeira revolução interna e externa.

Galvão tinha a favor o profundo conhecimento dos negócios, já que ingressou na Oracle como trainee da área financeira em 2002. Ao virar a chave para se tornar o principal executivo da companhia no Brasil, adotou a postura da simplicidade e inovação, em uma jornada de verdadeiramente ouvir as necessidades dos colaboradores e dos clientes, ao melhor estilo Millennium.

“Para fazer diferente, precisávamos de uma transformação de dentro para fora. E ela aconteceu. Muito rapidamente, as pessoas estavam em linha com a nova Oracle, que se baseia em três pilares: inovação aberta, conexão com estudantes e inclusão e geração de oportunidades”, resume ele, que fomenta a cultura do novo.

E essa nova cara está presente em pequenas e grandes mudanças, como o bicicletário e o vestiário com chuveiros, que Galvão batalhou para ter ao identificar - e sentir na pele - sua falta. Afinal, era preciso se preparar para a rotina de trabalho depois do transporte a duas rodas. Com certeza, esse fôlego contribuiu para bons resultados. Hoje, o Brasil responde por 50% da receita da empresa na América Latina e a região é responsável por 7% do faturamento da empresa em todo o mundo, que no último ano fiscal, encerrado em maio de 2019, foi de US$ 39,5 bilhões.

Ele também implementou o “Papo Aberto com Galvão”, que dá ao funcionário a oportunidade de falar sobre o que quiser com o presidente, independentemente da função. Um sinal claro dos novos tempos, sem amarras de cargos.
Em uma das estratégias para fomentar a construção da Oracle moderna, a empresa criou uma aceleradora presencial e virtual, que funciona como um espaço para discussão de temas diversos.

Nessa configuração, os funcionários passaram a propor projetos inovadores e todos se sentiram parte dessa nova fase da companhia. Empoderados, eles já entendem que a Oracle de hoje é livre de organogramas. “As pessoas têm pensamento de dono.”

Galvão revela que tem ‘carta branca’ da corporação para reformular os negócios, sem esquecer, é claro, das diretrizes macro da empresa. “É como dirigir em uma estrada com cinco faixas. Eu posso mudar de faixa quantas vezes quiser e chegarei ao destino da mesma forma”, compara ele.

Big bang?

Uma rápida conversa com o executivo mostra que apesar de parecer um grande desafio, toda essa mudança foi muito natural. Isso porque, o espírito de startup está em Galvão.

Ele é inquieto, gosta de andar pelos corredores da Oracle e escuta a demanda de todos, como a do responsável pela máquina de Snack, que se incomodava com o fato de que ela tinha sido batizada pelos colaboradores de outro nome. Afinal, grandes lideranças não nascem e se fortalecem do alto de suas cadeiras. São geradas a partir de trocas, da observação, da sensibilidade, do propósito e do brilho no olho. Características certamente reunidas pelo comandante da Oracle no Brasil.

O mais interessante dessa jornada é que todas as transformações da Oracle, garante Galvão, foram percebidas pelos clientes. “Eles estão mais felizes”, garante ele, indicando que esse é o verdadeiro sinal de que a estratégia está na direção correta.

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