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Os (nossos) dados estão seguros?

Os vazamentos de dados e as novas regulamentações obrigaram as empresas a serem mais criteriosas com a gestão dos dados dos seus clientes

Anderson Ozawa*

28/04/2019 às 12h47

Foto: Shutterstock

Após uma compra, é muito comum fornecermos nosso CPF, às vezes, para algum programa estadual de Chargeback de impostos, juntamente com um e-mail e número de telefone. Entretanto, em muitos casos, o varejista utiliza estes dados para criar um perfil em sua base e alimentar seu CRM (Customer Relationship Management). O que não imaginamos é que, com um sistema de data analytics bem estruturado, é possível usar essas informações para determinar descontos em compras e até sugestões personalizadas de produtos, baseado no histórico de consumo que começa a ser alimentado, que chegam no momento da compra, por e-mail ou por SMS.

Até então, tudo parece legal! Porém, começa a tornar-se uma dor de cabeça, quando se inicia um bombardeio destas comunicações, não somente pelo varejista ao qual você passou seus dados, mas, por outros que você, às vezes, nem conhece. Algumas vezes isso ocorre pela prática indevida de venda das informações e, em outros, são simplesmente obtidas ilicitamente por especialistas em tecnologia que invadem os bancos de dados das empresas e copiam este conteúdo.

Casos públicos, como da Target, que em 2017 teve roubo de dados de quase 70 milhões de clientes e, recentemente, o Facebook, que admitiu o vazamento de informações de quase 100 milhões de usuários, ativam um alerta para que as empresas incluam a segurança da informação como item fundamental na sua estratégia de análise de base dos consumidores.

No mercado negro, cada dado tem seu valor. Para alguns, os e-mails são fundamentais, e em outros casos, pode ser o número de telefone ou preferências de consumo. Como forma de regulamentar esta tratativa, foi sancionada, em agosto de 2018, a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, que determina como os cadastros dos cidadãos podem ser coletados e tratados, e ainda prevê punições para transgressões.

As empresas estão transformando-se digitalmente e aquela que melhor executar a gestão dos dados de seus consumidores, conseguirá desenvolver melhores produtos, interagir de maneira efetiva, criar e manter fidelidade e, consequentemente, aumentar seu faturamento.

*Anderson Ozawa é diretor Vogal e presidente do Comitê PRACS – Prevenção de Perdas, Riscos, Auditoria, Compliance e Segurança do IBEVAR

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