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Projetos do CPqD para cidades e agronegócio inteligentes são aprovados pelo BNDES

Trabalhos serão conduzidos em parceria com empresas, startups, usuários e produtores rurais

17/01/2019 às 15h03

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O CPqD acaba de ter seus projetos-pilotos nas áreas de agronegócio e de cidades inteligentes selecionados pelo BNDES, dentro da chamada pública lançada pelo banco em junho do ano passado - e que teve o resultado divulgado na sexta-feira (11/01).

O objetivo da iniciativa do BNDES é apoiar a validação de soluções de internet das coisas (IoT), conduzidas por diversas instituições tecnológicas no país, em três ambientes: cidades inteligentes, rural e saúde. Para isso, o banco está aportando um valor total de R$ 30 milhões, que serão destinados a 15 planos de projetos-pilotos de 11 instituições, a serem executados em 32 municípios brasileiros.

Na área de cidades inteligentes, o plano apresentado pelo CPqD envolve a implantação de cinco casos de uso inovadores de IoT em um ambiente urbano real: a cidade de Campinas, no interior paulista, que atuará como laboratório vivo das soluções. “A proposta é validar essas soluções no living lab de Campinas para que seu uso possa ser estendido a outras cidades brasileiras”, afirma Maurício Casotti, gerente de Desenvolvimento de Negócios em Cidades Inteligentes do CPqD.

O projeto Pilotos IoT - Cidades Inteligentes tem três focos principais: aumento da capacidade de vigilância e monitoramento de áreas da cidade para inibir e mitigar situações de risco à segurança; redução do tempo de deslocamento e aumento da atratividade de transportes públicos, e criação de rede de iluminação pública que habilite soluções de IoT de forma ampla na cidade. Para isso, o CPqD conduzirá dois projetos-pilotos, que englobam os cinco casos de uso e envolvem um total de 15 parceiros, entre usuários reais (secretarias e empresas públicas, por exemplo), fornecedores de tecnologia, startups e empresas de serviços.

Um dos pilotos prevê o uso de videomonitoramento auxiliado por visão computacional para atender aos objetivos de aumento da segurança pública e de melhorias na mobilidade urbana, com o aumento da produtividade dos agentes públicos envolvidos. Também está prevista nesse piloto a instalação de estações meteorológicas compactas e conectadas, destinadas à medição e predição de microclima visando a geração de alertas sobre a possibilidade de desastres ambientais.

O outro piloto envolve a introdução de um modal de veículos elétricos compactos compartilhados, para reduzir os congestionamentos e a emissão de dióxido de carbono (CO2). Além disso, inclui a implantação de uma plataforma de telegestão para iluminação pública que, além de melhorar a prestação desse serviço, deverá habilitar o uso de soluções IoT de forma ampla na cidade.

Os cinco casos de uso para cidades inteligentes integram as quatro camadas da IoT (dispositivos, conectividade, suporte à operação e segurança) e são interoperáveis, por meio da utilização da plataforma aberta dojot, desenvolvida pelo CPqD.

Pilotos IoT Agro

O projeto Pilotos IoT para o Agronegócio Inteligente do CPqD, também aprovado pelo BNDES, tem como focos a otimização da operação de máquinas agrícolas, o uso eficiente de recursos naturais e insumos, a previsão de microclima, a gestão de pragas e a segurança sanitária e bem-estar do animal, na pecuária de precisão. Está estruturado em três pilotos e tem a Fundação Instituto de Administração (FIA) da USP como principal instituição avaliadora - que atuará em parceria com a ESALQ e o IAC.

“O desenvolvimento de sistemas IoT em larga escala no agronegócio pode gerar ganhos de produtividade, qualidade e redução de custos ao produtor rural”, enfatiza Fabrício Lira Figueiredo, gerente de Desenvolvimento de Negócios em Agronegócio Inteligente do CPqD.

“Com os pilotos, a intenção é integrar tecnologias e validar casos de uso implementados com base em arquitetura IoT de referências abertas, padronizadas e interoperáveis, em diferentes cenários e culturas agrícolas”, acrescenta.

Os três pilotos contam com a participação de produtores rurais que atuam nos segmentos de cana-de-açúcar, grãos, fibras e pecuária, além de fabricantes de máquinas agrícolas, startups e empresas fornecedoras de produtos e soluções IoT para o agronegócio. Ao todo, o ecossistema é formado por 16 parceiros, que atuarão sob a liderança do CPqD.

O Piloto IoT Grãos e Fibra está focado nas culturas de milho, soja e algodão e tem como produtor parceiro a SLC Agrícola. As soluções IoT serão avaliadas em duas de suas fazendas - localizadas em Diamantino, no Mato Grosso, e em Correntina, na Bahia. Já o Piloto IoT Cana-de-Açúcar tem o Grupo São Martinho como produtor parceiro e irá validar soluções em sua usina localizada em Pradópolis, no interior de São Paulo. O terceiro piloto é o IoT Grãos e Pecuária, que tem como produtor parceiro a Boa Esperança Agropecuária e será implantado em Lucas do Rio Verde (MT).

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