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Pink Farms construirá fábrica de grande escala após aporte de R$ 2 milhões

Agtech recebe investimento da SP Ventures e Capital Lab para produzir, em níveis verticais e grande escala, hortaliças com menos impacto ambiental.

Wellington Arruda

15/07/2019 às 15h03

Foto: Pink Farms/Divulgação

A agtech Pink Farms recebeu um aporte de R$ 2 milhões para a produção de hortaliças. A estrutura permite a produção em ambiente fechado, limpo, com iluminação 100% artificial e em estrutura vertical. A companhia utiliza tecnologia de ponta no processo e, dentre as vantagens, destaca um melhor aproveitamento pós colheita.

O investimento será utilizado, principalmente, para a construção da primeira fábrica em grande escala da Pink Farms. O aporte da SP Ventures e Capital Lab trará foco em atender parte da demanda da cidade de São Paulo. A iniciativa também prevê:

  • Desenvolvimento como marca de consumo;
  • Aumentar portfólio com produtos como morango e tomate (entre outros);
  • Aprimorar atual tecnologia em processos;
  • Fazer novos desenvolvimentos.

Francisco Jardim, sócio fundador da SP Ventures, destaca a busca do consumidor por produtos de qualidade de empresas preocupadas com o meio ambiente. "Por isso, analisamos as propostas da Pink Farms e resolvemos investir em seu desenvolvimento", completa.

A Pink Farms nasceu em 2016 pela ideia dos engenheiros Geraldo Maia, Mateus e Rafael Delalibera. A ideia surgiu da necessidade deles de encontrar legumes e verduras de qualidade. Dentre as preocupações, Maia destaca surpresas com perdas pós colheita: "a cada 100kg de folhas comestíveis, apenas 60kg são consumidos".

Produção vertical

A produção na agtech acontece em vários níveis verticais. Não há, por exemplo, troca de ar com o ambiente externo. Eles garantem uma produtividade até 100 vezes maior do que as lavouras a céu aberto, controlando temperatura, umidade e qualidade do ar.

Outros pontos também ganham destaque: a redução no consumo de água em até 95% e diminuição de até 50% no uso de fertilizantes, além de não utilizarem agrotóxicos. A ideia, com isto, é oferecer produtos com mais qualidade reduzindo o impacto ambiental.

Maia cita o uso do conceito farm to table, "trazendo um produto muito mais fresco para o consumidor". Isto elimina as perdas, já que "é possível que o produto seja consumido no dia em que foi colhido".

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