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Precisamos de mais especialistas em segurança da informação

Qual é o tamanho da lacuna da força de trabalho em segurança cibernética hoje?

*Carlos Baleeiro

01/08/2019 às 10h25

Segurança da Informação
Foto: Shutterstock

Com os recentes ataques cibernéticos à grandes empresas, como o caso do ramsonware WanaCry que fez mais de 200.000 vítimas em 2017, a demanda por profissionais de segurança cibernética aumenta cada vez mais. Porém, mesmo com esta expansão, qual é o tamanho da lacuna da força de trabalho em segurança cibernética hoje? De acordo com uma pesquisa que vi recentemente, a do (ISC) ², a falta desses profissionais está próxima de 3 milhões no mundo.

Segundo o mesmo estudo, 63% dos entrevistados relatam que suas organizações têm uma escassez de especialistas de TI em cibersegurança. E quase 60% dizem que suas empresas estão com risco moderado ou extremo de ataques de segurança cibernética devido a falta de profissionais.

No nosso país, com a regulamentação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) que passa a vigorar no ano que vem, é fundamental que toda a empresa possua especialistas capacitados, não somente por conta dos riscos de ataque às empresas, mas também para estar dentro da conformidade com a lei. O que vejo, é uma mudança da cultura empresarial, visto que a LGPD não engloba apenas os colaboradores da empresa, mas também fornecedores e terceiros.

Os gastos de lidar com o pós-ataque cibernéticos são maiores do que investir em uma equipe de segurança de TI e realizar treinamentos internos. Algumas organizações já estão dedicando uma boa parte do orçamento para segurança da informação. De acordo uma pesquisa que tive acesso, realizada pela Tempest Security Intelligence, no Brasil, 38.8% das empresas entrevistadas pretendem aumentar 20% do budget com a segurança da informação. Ou seja, vejo que as empresas entendem que ao investir em uma equipe treinada, sua empresa e seus clientes estarão mais seguros.

Aqui no Brasil, existe uma grande demanda por profissionais de TI especializados em áreas específicas, mas ainda sim, temos poucos deles. Aos meus colegas de área, não só precisamos de especialistas graduados em TI com amplos conhecimentos sobre segurança, contenção, análise de riscos, mas também de profissionais dedicados a entender a empresa onde trabalham, atentos aos novos métodos dos crackers e com um olhar crítico.

*Por Carlos Baleeiro, country manager da ESET no Brasil

**Sobre a ESET: Desde 1987, a ESET® desenvolve soluções de segurança que ajudam mais de 100 milhões de usuários a usar tecnologia com segurança. Seu portfólio de soluções oferece às empresas e aos consumidores em todo o mundo um equilíbrio perfeito de desempenho e proteção proativa. A empresa possui uma rede global de vendas que abrange 180 países e tem escritórios em Bratislava, São Diego, Cingapura, Buenos Aires, Cidade do México e São Paulo. Para mais informações, visite www.eset.com.br/ ou nos siga no LinkedIn, Facebook e Twitter.

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