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Presidentes de empresas de TI compartilham suas expectativas para o próximo governo

Déborah Oliveira

29/09/2014 às 11h30

Presidentes de empresas de TI compartilham suas expectativas para o próximo governo
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Na próxima semana, o Brasil vai conhecer o novo Presidente da República. Independentemente de quem for eleito, o sucessor do atual governo vai encarar importantes desafios em diversas áreas. O setor de tecnologia da informação e comunicação (TIC), por meio de entidades de classe, se mobilizou e enviou propostas para o futuro governante que incluem melhoria do ambiente interno competitivo e seriedade no programa TI Maior.

Os presidentes das empresas de TIC também enxergam possibilidades de progresso no segmento e esperam que os próximos anos sejam pautados por estímulo a iniciativas inovadoras, capacitação de mão de obra, aprimoramento do sistema de banda larga para crescimento de ações de cloud computing entre outros.

A Dell compartilha a expectativa das principais associações setoriais do País às quais está ligada, como Associação Brasileira da Indústria Eletro e Eletrônica (Abinee) e Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), que já apresentaram aos candidatos sugestões para que o setor alcance maior competitividade no mercado nacional. “Dessa forma, continuaremos a colher os resultados da importância geopolítica que o País conquistou no cenário mundial”, diz Luis Gonçalves, presidente da Dell Brasil.
 
Na visão de Gonçalves, os últimos anos foram marcados por avanços importantes no quadro macroeconômico e também no setor de TI, como a Lei do Bem e Lei de Informática. “Mas gostaríamos de ver mais ações de integração comercial do Brasil com polos econômicos, simplificação de processos aduaneiros e investimentos em infraestrutura e logística”, ressalta.

O presidente da Dell lembra que o setor de TI e Telecom representa mais de 8% do Produto Interno Bruto (PIB) do País. Por isso, prossegue, medidas que visam fomentar o desenvolvimento e o acesso a novas tecnologias são cruciais para que empresas como a Dell, que buscam continuar crescendo no País, contribuam para a geração de empregos e implantação de tecnologias de ponta que auxiliam outras empresas e empreendedores locais a prosperar e crecer com o País.
 
O desejo de Gonçalves e da Dell é de que o próximo governante, independentemente de quem seja, trabalhe em prol do estímulo a novas tendências em tecnologia, especialmente no que se refere à banda larga, com maior acesso móvel e fixo, direito de passagem e lei de antenas simples e padronizadas, além da revisão tarifária.  

Cristina Palmaka, presidente da SAP Brasil, conta que a missão e o foco da SAP é fazer com que as empresas sejam melhor suportadas e atendidas, tornando-as mais competitivas. “Vamos buscar que o governo traga as condições para o mercado. Independentemente do governo, olhamos nosso papel no setor e como podemos agregar valor ao segmento de TI”, afirma.

Por esse motivo, ela lembra que a SAP tem feito investimentos importantes no Brasil, terceira maior subsidiária da SAP no mundo, como o parque tecnológico SAP Labs, em São Leopoldo, e a recém-anunciada abertura do data center no Brasil. Outro foco é o fomento à capacitação. “Participamos do TI Maior e buscamos fomentar nossos desenvolvimentos locais, não só de profissionais, mas de parceiros, essenciais para o crescimento”, completa.

Um dos pontos importantes para os próximos anos no cenário nacional, relata, é a conectividade. “A nuvem é nossa bandeira atual. Nesse cenário, conectividade é fundamental, especialmente fora dos grandes centros urbanos. Estamos chegando a regiões que não eram muito exploradas antes e nessa estratégia precisamos de internet de qualidade”, comenta.

Empreendedorismo é um dos pilares do crescimento do País e também apoiado pela SAP, ressalta Cristina. Ela diz que a SAP tem uma empresa batizada de Solidarium que incentiva o empreendedorismo entre artesões e os conecta com todo o Brasil por meio de um e-commerce. 

Na visão de Carlos Cunha, presidente da EMC Brasil, a área de TI está diretamente ligada à criação de oportunidades de desenvolvimento e por isso requer a atenção dos setores público e privado. “No Brasil, ainda temos um bom caminho a percorrer no ambiente de negócios, na legislação trabalhista, no trabalho remoto e na facilidade de abertura de empresas em linha com a mobilidade”, opina.

O executivo acredita que duas frentes vivenciam um gap e precisam de investimento. O desenvolvimento do capital humano é um deles. “A previsão é a de que TI gere 3 bilhões de empregos nos próximos seis anos. É um grande salto e é uma área que precisa de apoio”, observa. Ele, no entanto, diz que há uma grande janela de oportunidades para o setor. “Cloud, Big Data, mobilidade e mídia sociais estão gerando um novo momento. O investimento correto nesses setores promoverá grande salto para o País”, espera. 

Em cloud, segunda área de oportunidade, segundo Cunha, ele ressalta a importância da melhoria da banda larga e uma mudança no cenário nacional mais favorável à construção de datas centers no País.

Ele relata que a EMC tem contribuído ativamente para o setor de TI e com a capacitação de mão de obra. Como exemplo, Cunha cita o centro de pesquisa no Rio de Janeiro. “Há patentes sendo construídas no País. O que precisa ser feito agora é a proteção da propriedade intelectual para que cada vez mais as empresas sintam confiança em investir no Brasil. Outras companhias podem trazer centros e criar patentes, fortalecendo a inovação local”, diz.

Disponibilidade da banda larga é também um ponto de atenção para Rodrigo Dienstmann, presidente da Cisco Brasil. “Essa ferramenta está revolucionando a produtividade em diversos segmentos do mercado, especialmente nas pequenas e médias empresas (PMEs)”, observa.

Para Dienstmann, TI é crucial para a transformação do País e vital para o crescimento. “Nesse cenário, TI aplicada aos processos melhora os serviços, aumenta a velocidade e a produtividade. Isso é tão fundamental quanto estradas e aeroportos para o desenvolvimento do País”, diz. Outro item destacado pelo executivo é a capacitação de mão de obra em TI, tema que ele acredita que deverá ganhar reforço nos próximos anos.

A expectativa de Dienstmann para o segmento é que TIC continue no centro da agenda governamental. “Especialmente como aplicação de TI como chave para a transformação do País e o fomento da produtividade”, argumenta. Ele também espera a continuidade de programas governamentais com a desoneração da folha e o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).

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