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Problemas com identificação biométrica são casos isolados, diz presidente do TSE

Déborah Oliveira

06/10/2014 às 10h10

Problemas com identificação biométrica são casos isolados
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Em coletiva de imprensa para comentar a votação do primeiro turno, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Dias Toffoli, destacou a consolidação da democracia. Toffoli parabenizou a população e disse que “pela sétima vez, desde 1989, [o povo] dirige-se às urnas eleitorais do país com ampla tranquilidade, com ampla calma, para escolher o futuro da nação”. O ministro disse ainda que problemas com a identificação biométrica são casos isolados.
Mais cedo, eleitores relataram problemas com o sistema, conforme matérias divulgadas pela Agência Brasil. Segundo Toffoli, no entanto, “se houve casos em que existiu algum atraso, está mais do que claro, pelo horário de divulgação dos resultados, que foram casos isolados". O ministro acrescentou que, no Distrito Federal, “esperava-se longas filas, que iriam até às 21h [em função da biometria] e isso não procedeu”.
O ministro disse também que a biometria aumenta a segurança das eleições. “As vantagens podem ser verificadas até em caso de prisão de eleitor que estava [apresentando-se] mais de uma vez para votar. [A identificação biométrica] é a garantia de que o eleitor brasileiro só pode votar uma única vez”, acrescentou o ministro. De acordo com ele, no Recanto das Emas, localidade a cerca de 25 quilômetros de Brasília, foi registrado o caso de um eleitor que tentou votar mais de uma vez.

“[Esse eleitor] vai ter o devido processo legal, vai se analisar a situação jurídica dessa pessoa”, declarou Toffoli, afirmando que o eleitor não votou pela seguna vez. Segundo o ministro, em um eleitorado de 142,8 milhões de eleitores, a ocorrência não é relevante. Ele ressaltou que a identificação biométrica continuará sendo implantada, mas não deu um prazo para que seja adotada em todo o país.

Toffoli destacou, ainda, que há uma proposta de transformar a identificação eleitoral no registro civil do cidadão brasileiro. O ministro voltou a dizer que não havia pressa na divulgação dos resultados das eleições. “Não estamos em uma competição olímpica, em que cada ano o tempo tem que ser menor do que o outro”, destacou.

No quinto boletim do dia, divulgado pela Justiça Eleitoral, dados atualizados até às 18h50 mostram que foi preciso substituir 5.012 urnas ao longo da votação. O percentual de substituição superou o de 2010. Naquele ano o índice ficou em 0,72%. Este ano foi 1,15%. O ministro não considerou importante a elevação na quantidade. “Houve aumento, talvez, pela idade das urnas. Temos urnas de 2004 e 2006. Estamos tomando providências. Já há aquisições de novas urnas”, declarou.

Por fim, o ministro disse que, pela tranquilidade na votação, “não houve necessidade de nenhuma conversa com o ministro da Justiça ou com o ministro da Defesa”. As informações mais recentes da Justiça Eleitoral apontam registro de 3.625 ocorrências. Dessas, 3.186 envolveram não candidatos e 439 candidatos. Das que envolveram candidatos, 71 resultaram em prisão. No caso dos eleitores, houve 1.362 detenções. O principal motivo de prisão, tanto de eleitores quanto de candidatos, foi a boca de urna, respectivamente com 906 e 38 prisões.

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