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Processos de automação robótica podem aumentar a força de trabalho humana

A chegada dos robôs no mundo corporativo não vai acabar com o capital humano. Pelo contrario, focará aos colaboradores na geração de valor

André Scher*

29/04/2019 às 18h00

Foto: Shutterstock

Que a automação inteligente já é uma realidade a transformar os processos, muita gente sabe. A curiosidade e grande questão para muitos é entender como a automação de processos muda as responsabilidades humanas na cadeia de atividades, sem eliminar os empregos. Nesse sentido, vale destacar que a RPA (processo de automação robótica, em inglês) está, na verdade, liberando os colaboradores para lidar com volumes maiores de trabalho e se concentrando em atividades de maior valor para os negócios.

A RPA é uma aplicação tecnológica que permite que as empresas configurem um software (ou robô) para capturar, interpretar e processar informações utilizadas no dia a dia do negócio. Diferentes departamentos e áreas de companhias - sejam elas de pequeno, médio ou grande porte - estão adotando automações em vários níveis de maturidade e isso está mudando drasticamente a maneira como essas empresas operam.

Trata-se de uma tecnologia que pode ser subdividida em três categorias:

• Automação baseada em regras - Robôs que obedecem um conjunto de regras predefinidas que descrevem tarefas.

• Automação de processos aprimorados/inteligentes – Robôs que conseguem entender dados não estruturados, comunicação humana (ex: voz ou e-mail) e chegam a conclusões a partir de verificação cruzada de dados.

• Plataformas cognitivas – Robôs que aprendem a partir de experiências de maneira similar aos humanos, com o objetivo de realizar tarefas complexas sem a interferência humana e terem capacidade de seguir se adaptando.

Esta transformação criará espaço para novas funções para os colaboradores impactados, demandarão novas atitudes dos analistas de negócios que estarão dedicados a criar estratégias sobre o crescimento dos negócios e tornar os processos de negócios existentes mais inteligentes e suaves.

Entre estas novas funções, destacamos os especialistas em RPA (o novo processo está em conformidade com as exigências regulatórias?), os avaliadores de RPA (decidindo o que automatizar em seguida) , os estrategistas de RPA (responsáveis pelo gerenciamento de mudanças necessário para tornar a RPA um sucesso) e os curadores de dados (responsáveis por coletar e sanitizar dados utilizados pelos robôs) .

As grandes organizações precisam inovar, executar e evoluir constantemente para se manterem competitivas. Hoje, os dados são uma grande parte dos processos, e temos tantos dados que precisamos não apenas digitalizar, mas também criar estruturas próprias para transformar dados em informações para tomadas de decisão. As organizações precisam começar a jornada de automação inteligente, definindo os casos de uso e implementando as automações de forma consistente utilizando as melhores práticas.

Nos próximos anos, veremos a RPA impactando todos os processos de negócios em todos os departamentos, incluindo, entre outros, finanças e contabilidade, recursos humanos e atendimento ao cliente. As empresas que implantaram o RPA já começaram a ter benefícios maiores que 50% de aumento de eficiência e começarão a buscar continuamente novas oportunidades de automação nos demais processos da corporação.

*André Scher é CEO da Auctus. 

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