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Realidade virtual vai gerar novos empregos, mas processo pode ser instável

Guilherme Borini

26/09/2016 às 12h59

Realidade virtual vai gerar novos empregos
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O tecnólogo e futurista Robert Scoble acredita que realidade virtual vai criar milhares de empregos, mas alerta que o processo de adaptação às novas tecnologias pode ser uma “jornada instável”. A automação já está em andamento e pode gerar ainda mais mudanças nos postos de trabalho.

O mercado de tecnologia já está consciente da automação, mas aqueles de fora da comunidade podem estar desavisados. A mudança é iminente. De acordo com investigadores de Oxford, Carl Benedikt Frey e Michael A. Osborne, 47% dos postos de trabalho nos EUA podem ser automatizados até 2033.

Esse processo já está em andamento. Agente de viagens, trabalhadores agrícolas, repórteres, sócios de escritórios de advocacia, taxistas, analistas financeiros e inúmeras outras funções estão em vias de ou já foram substituídas por máquinas ou códigos. A automatização vai eliminar certos tipos de funções, mas, por outro lado, Scoble destaca o surgimento de oportunidades.

Um exemplo é a realidade virtual, mercado que, de acordo com relatório da ABI Research - consultoria dedicada à inovação no mercado de tecnologia -, crescerá a um ritmo anual de 84,5% durante os próximos quatro anos. A previsão é chegar a 50 milhões de unidades em 2020. 

Hoje, temos profissões que sequer imaginávamos que existiriam há 25 anos. Da mesma forma, este processo vai se repetir. “Não podemos sequer saber os empregos do segmento de realidade virtual que serão criados”, diz Scoble.

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