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Reconhecimento facial é usado na Copa América, mas falha em Copacabana

Oi e Estado do Rio de Janeiro utilizam tecnologia durante Brasil x Peru; em outro caso, o videomonitoramento se engana na praia de Copacabana.

Wellington Arruda

10/07/2019 às 13h12

Foto: Shutterstock

Uma parceria entre a Oi e a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro trouxe o videomonitoramento para o Maracanã. Na final da Copa América, que aconteceu no último 7 de julho, o Estádio Jornalista Mário Filho entrou para a lista de locais com disponibilidade da tecnologia.

O público esperado para a partida era de 60 mil pessoas, mas estima-se que 50 mil assistiram o jogo entre Brasil e Peru. Para evitar confusões e aumentar a segurança no local, a parceria entre as partes envolve o monitoramento urbano com câmeras de reconhecimento facial.

A operadora explica que a solução permite o reconhecimento facial e leitura de placas para "localizar pessoas e veículos suspeitos e identificar padrões de comportamento e situações de risco". Os dados coletados, neste caso, ficam nas mãos dos clientes e as operações "são feitas exclusivamente pelos órgãos públicos contratantes."

Parcerias (cada vez) mais fortes

Até então, nem a Oi nem o Estado do Rio de Janeiro divulgaram dados da operação. Por outro lado, o uso de videomonitoramento no estado não é novidade. Inicialmente, a solução foi implementada durante o carnaval com 28 câmeras de reconhecimento facial.

Visando identificar possíveis foragidos da justiça, veículos roubados e afins, as imagens foram enviadas para o CICC (Centro Integrado de Comando e Controle) na Cidade Nova. Durante o evento de tecnologia Futurecom, em São Paulo, a chinesa Huawei anunciou a parceria de comercialização de câmeras de vigilância com a Oi.

"A Oi vem evoluindo com o seu projeto de videomonitoramento em parceria com o Governo do Rio de Janeiro, que prevê a expansão da plataforma e o crescimento do parque instalado de câmeras em novas localidades."

O projeto de videomonitoramento em Búzios, por exemplo, inclui 10 câmeras com reconhecimento facial e leitura de placas de veículos. Em Niterói, a Oi faz a gestão de 327 câmeras para o CISP (Centro Integrado de Segurança Pública).

Carnaval 2019: foram utilizadas 28 câmeras e as imagens registradas ao CICC e Detran. Este foi considerado um projeto piloto durante todo o carnaval com ações imediatas durante os reconhecimentos. As câmeras foram implementadas na praia de Copacabana, na zona sul da cidade, com início de funcionamento em 01/03/2019.

O projeto em si, segundo Andre Ituassu, diretor de engenharia da Oi, identificou 8 mil pessoas foragidas, suspeitas ou desaparecidas. Foram reconhecidos, durante o período, 3 milhões de rostos. Segundo a Polícia Militar do Rio de Janeiro, 4 prisões foram realizadas dentro o período de 1º a 6 de março.

Outros casos

Em outra oportunidade, o uso da tecnologia de reconhecimento facial chegou também no entretenimento. Durante um show da cantora Taylor Swift no estádio Rose Bowl, na Califórnia, ela foi utilizada para tentar flagrar alguns de seus "stalkers".

O show em si aconteceu no dia 18 de maio e as imagens e informações foram analisados em um centro de comando em Nashville. Não foram divulgados dados posteriores à operação.

Ainda em tempo, muitos consideram o uso da tecnologia de videomonitoramento um tanto quanto assustadora. E ela não está imune a erros. Como divulgado pelo 'O Dia' nesta quarta-feira (10), uma "procurada da justiça" foi identificada na Avenida Nossa Senhora de Copacabana e levada para a  12ª DP. Mas o sistema havia se enganado.

Ela foi liberada uma hora após chegar à delegacia, pois o sistema não havia a identificado como uma moradora do bairro. O porta-voz da PM, coronel Mauro Fliess, cita que "assim que o sistema aponta 70% de possibilidade da pessoa ser a procurada, uma viatura é direcionada ao local". Ainda no carnaval tivemos um caso semelhante de engano.

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