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5 previsões sobre cibersegurança

Fico aponta que haverá uma maior preocupação das pessoas e empresas com quem nos relacionamos; dispositivos IoT e segurança biométrica também serão alvo de atenção

Em 2016, o mundo da segurança cibernética mostrou que a inovação dos hackers está em uma trajetória crescente. Essa é a má notícia, segundo a Fico, provedora de soluções de analytics. “A boa é que as empresas e as pessoas também estão muito mais conscientes das ameaças cibernéticas do que há um ano”, diz Doug Clare, vice-presidente da Fico. Abaixo, ele lista cinco previsões para esse mercado nos próximos anos.

1. Consumidores responsáveis com a própria cibersegurança
As pessoas se preocuparão muito mais com sua cibersegurança. Os hackers descobriram que dispositivos inteligentes, como porteiros eletrônicos e geladeiras, são entradas para redes domésticas Wi-Fi e logins do Gmail – e certamente isso é apenas o começo.

À medida que consumidores adotam mais dispositivos inteligentes e acionáveis via redes Wi-Fi em suas casas e mais atividades diárias, como bancos e compras são realizadas on-line, a segurança do ambiente de tecnologia doméstica se torna extremamente importante. Em 2017, devem surgir novos serviços que permitam aos consumidores avaliarem sua própria segurança cibernética.

2. Consumidores e empresas reconhecerão o potencial da ameaça da IoT
As pessoas e empresas finalmente reconhecerão o potencial de ameaça dos dispositivos internet das coisas (IoT, na sigla em inglês). Além dos porteiros eletrônicos e dos refrigeradores, os dispositivos de IoT, como carros autônomos, podem apresentar sérias ameaças à segurança. Foi identificado que o ataque ao Dyn, por exemplo, partiu de um malware que infectou o sistema operacional de vários dispositivos insuspeitos – como babás eletrônicas, brinquedos e impressoras. Por isso, cada vez mais as pessoas e empresas tratarão a segurança como uma prioridade em suas decisões de usar ou não um dispositivo IoT.

3. Biometria vai se tornar a maior vulnerabilidade em segurança
Dados biométricos podem se tornar a maior vulnerabilidade na segurança das pessoas. Começando com o TouchID da Apple, a identificação biométrica passou a ser o mainstream. Mesmo impressões digitais de crianças de três anos estão sendo capturadas quando visitam a Disney World.

A biometria é considerada mais segura do que as senhas baseadas em dígitos, mas, ao mesmo tempo, apresenta potencial explosivo nas mãos dos hackers. Segundo a organização americana Identity Theft Resource Center, que ajuda vítimas de roubo de identidade, as impressões digitais roubadas podem ser um grande problema no futuro se a tecnologia biométrica for usada para autenticar contas bancárias, sistemas de segurança domésticos e até mesmo checagens de segurança em viagens.

4. Consumidores vão priorizar a segurança na hora de escolher empresas
As pessoas se preocuparão mais com segurança ao escolher as empresas com quem farão negócios. Com as ações de hackers atingindo todo tipo de organização, como por exemplo a divulgação tardia de comprometimentos envolvendo o Yahoo!, que ultrapassam mais de um bilhão de dados de clientes e são apontados como os maiores vazamentos em toda a história da internet, e os ataques aos servidores do Dyn (o diretório global de domínios de internet) em outubro último, as pessoas estão mais preocupadas do que nunca com crimes que envolvam violações de dados. Em 2017, a demanda dos consumidores será por entender melhor sobre o nível de segurança das empresas que escolhem.

Assim como as companhias recebem certificados verdes (favorável ao meio ambiente) ou por promover a igualdade de gênero ou anda por ter locais de trabalho livres de acidentes, os clientes procurarão algum tipo de selo de garantia nas empresas com as quais se relacionam para comprovar que tenham uma forte postura em relação a segurança cibernética.

5. Empresas também vão priorizar a segurança na hora de escolher os parceiros
Empresas de todos os setores começarão a prestar mais atenção aos ciberataques em 2017, escolhendo companhias responsáveis para se fazer negócio. O risco da internet é incrivelmente amplo e, com essa consciência, as empresas escolherão seus inúmeros parceiros de negócios, mantendo uma estreita vigilância com os parceiros mais importantes.

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