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Sistema de transferências bancárias Swift sofre terceiro ataque

Tissiane Vicentin

27/05/2016 às 11h14

Sistema de transferências bancárias Swift sofre terceiro ataque
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Um banco do Equador, o Banco del Austro, foi a nova vítima de cibercriminsos que há um tempo estão conseguindo coletar dinheiro proveniente de um ataque ao Swift - sistema global que bancos utilizam para realizar transações de milhões de dólares todos os dias. O valor roubado foi de US$ 9 milhões em 2015. Com isso, o ataque já contabiliza três instituições financeiras vítimas.
O ataque foi similar ao realizado em fevereiro ao banco de Bangladesh. Na ocasião, o roubo somou US$ 81 milhões saídos da conta no Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, em Nova York. Pouco tempo depois, um novo ataque foi registrado a um banco não identificado, localizado no Vietnã.
O novo caso sugere que os bancos afetados não compartilharam entre si informações sobre os ataques - o que poderia tê-los ajudado a prevenir novas investidas. Na última sexta-feira (20/5), o Swift solicitou aos seus clientes que “imediatamente informem à empresa qualquer uso suspeito de fraude” e que compartilhem informações sobre os ataques ao sistema, ajudando a prevenir que novos incidentes aconteçam. 
Segundo uma porta-voz do Swift, Natasha de Teran, a empresa nunca antes havia sido informada sobre qualquer tipo de ataque sofridos por seus clientes. “Temos de ser informados por nossos clientes sobre essas fraudes relacionadas aos nossos produtos e serviços, para que possamos informar e dar suporte à comunidade”, comentou, completando que a companhia está em contato com as empresas vítimas e salienta que seus clientes têm a obrigação de compartilhar informações sobre os casos.
Anteriormente, o banco equatoriano havia entrado com uma ação em um tribunal federal de Nova York neste ano, acusando a Wells Fargo & Co. de não dar atenção a notificações sobre uma dúzia de movimentações suspeitas em janeiro de 2015, para que o banco pudesse impedir que transações fossem feitas - na ocasião, foram transferidos cerca de US$ 12 milhões, a maior parte para bancos em Hong Kong.

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