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Sociedade 5.0 tornará o mundo mais sustentável, criativo e diversificado

Eu 5.0, tema central do IT Forum+, abrange como a Sociedade 5.0 traz para o centro o ser humano, e não a tecnologia em si.

Wellington Arruda

14/08/2019 às 23h19

Foto: Yuca Studio Criativo

A Sociedade 5.0, numa escala de evolução, tende a criar uma sociedade superinteligente. Antes disso, vem a sociedade da informação no século 20, com o nascimento de computadores e outros dispositivos.

A explicação foi dada por Yoko Ishikura, professora emérita da Universidade Hitotsubashi, em Tóquio, e consultora independente em estratégia global de talentos. Ela participou da cerimônia de abertura do IT Forum+, que acontece de 14 a 18 de agosto na Praia do Forte (BA). Tema central do evento, o Eu 5.0, está também ligado ao modo como interagimos com a tecnologia.

A Sociedade 5.0 tende a quebrar a barreira de que a tecnologia precisa ser desenvolvida sem um propósito direto, aplicando seu conceito na forma como o humano pode tirar real proveito dessa produção.

“A Sociedade 5.0 não fala [apenas] sobre tecnologia, mas sobre pessoas. O que nós estamos tentando fazer é usar a tecnologia para mostrar as pessoas que elas são únicas e que a tecnologia deve ser usada para o seu bem” disse.

O termo em si tem origem no Japão, unindo tanto a iniciativa privada quanto o governo. A sua principal motivação é levar o ser humano ao centro da discussão, revisando o modo como a tecnologia está ligada a nós.

Mesmo que tenha nascido no Japão, o modelo de Sociedade 5.0 tende a se espalhar para outros países. Como explicado pela palestrante, “o que estamos tentando fazer é mostrar que cada um tem a sua própria voz” e que a tecnologia não é a chave para nos fazer adotar melhores práticas, mas sim nós mesmos.

Até chegar a este ponto, o ser humano também precisa estar de acordo com as mudanças. Os conceitos de criação e cocriação, apresentados por Yoko durante sua palestra, revelam que ainda há muito o que ser feito até que a sociedade, de fato, dê esse passo.

As esferas que fazem parte do conceito não são poucas, também. Estão envolvidas, entre outras:

  • Saúde;
  • Educação;
  • Agronegócio;
  • Economia colaborativa;
  • Logística;
  • Financeiro;
  • Indústria 4.0.

People comes first

Novos produtos e serviços nos trouxeram centenas de comodidades, “mas também nos levam a um lado escuro da tecnologia”. “Eu amo a tecnologia, mas ao mesmo tempo nós temos problemas na gestão de dados pessoais, por exemplo, que fazem parte desse lado negativo”, diz Yoko.

“Economicamente e politicamente, muito tem a se fazer.” A afirmação dela compreende as possibilidades que a tecnologia nos traz, mas que dado seu avanço rápido, “não podemos nos esquecer do seu potencial” – que pode ser benigno ou maligno.

Foto: Yuca

Dois outros pontos importantes são citados por Yoko:

Meio ambiente: para a Sociedade 5.0 se tornar efetiva, as próximas gerações precisam estar em conformidade e constante aprendizado sobre o meio ambiente. Com a atual sociedade, numa nova geração, vemos mais preocupação neste aspecto “e a tecnologia pode ser nossa aliada neste ponto.”

Vivências: “viver é melhor que sonhar”, já dizia Belchior. Reforçando este ponto, Yoko diz que “se você vive apenas com você, acaba perdendo contato com a sociedade. E isso tende a levá-lo a deixar de lado seu senso de conexão social.”

Em grande parte, a Sociedade 5.0 permite, entre outros, nos conectar com o ser humano, que é o centro das interações.

Criatividade e diversidade

Um dos pilares da Sociedade 5.0 envolve a forma como o ser humano lida com a força de trabalho. Referindo-se ao modo como estamos habituados, Yoko cita que devemos nos concentrar em formas de desenvolver nossas habilidades sem deixar de lado as coisas que mais nos tornam humano.

“Nós precisamos da criatividade e imaginação das pessoas, e isso tem sido essencial no Japão”, diz ela. Para isto, as pessoas precisam de oportunidades para desenvolver suas habilidades, e para isto a sociedade precisa estar aberta e inclusiva o suficiente para que todos percebam o seu próprio potencial.

“A ideia é: todos nascemos criativos. Lembra quando você tinha 3 anos?”

Nesta alusão, as crianças tendem a se desenvolver rapidamente porque são criativas e curiosas. Esse senso de liberdade criativa vai se perdendo com o tempo por causa das limitações impostas, mas o que deve ser empregado, na visão da palestrante, é exatamente o oposto.

“Se você tem a oportunidade de fazer algo criativo, você deve fazer.”

A diversidade também deve e precisa ser apoiada na Sociedade 5.0. Um time variado, por exemplo, tende a encontrar soluções mais rápidas para os problemas e de maneira criativa, e esta visão pode ser facilmente explorada através da tecnologia.

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