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Startup ajuda empresas a investirem em processos seletivos mais humanos e plurais

Jobecam usa vídeos a cegas e algoritmos para aprimorar atividade

17/11/2018 às 17h52

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Uma solução desenvolvida pela Jobecam, plataforma de empregos que busca otimizar os processos de recrutamento e seleção, por meio da ferramenta de vídeo e uso de algoritmos inteligentes, vem ganhando adeptas entre as grandes corporações atentas à temas como diversidade e inclusão: a entrevista às cegas online. A funcionalidade garante que o candidato se destaque para o recrutador por meio de suas competências, sem a possibilidade de vieses inconscientes ou discriminação no meio do caminho.

Na entrevista às cegas, as informações do candidato e os vídeos gravados na plataforma ficam ocultos para as empresas, que só têm acesso ao áudio com as respostas e vídeo de forma embaçada. O recrutador terá acesso ao material completo, somente caso o aprove para a próxima fase do processo.

“Além de tornar os processos mais assertivos, a nossa missão é colaborar de alguma forma para tornar as empresas mais homogêneas, valorizando as diferenças e dando oportunidades reais para as pessoas serem vistas além de um currículo no pedaço de papel”, explica Cammila Yochabell, fundadora e CEO da Jobecam, startup que atualmente faz parte do programa global de scaleup da Oracle.

A empreendedora lembra que estudos apontam que a equidade de gênero no ambiente de trabalho, além de corrigir problemas estruturais da sociedade, faz aumentar o faturamento das empresas. Uma pesquisa recente da McKinsey, realizada com mais de 1000 empresas em 12 países do mundo, demonstrou que ter mulheres em cargos de chefia aumenta em 21% a probabilidade de uma empresa ter performance financeira acima da média.

Ainda segundo a consultoria, a equidade que pode surgir com soluções como a desenvolvida pela Jobecam, faria o PIB (Produto Interno Bruto) mundial saltar em aproximadamente US$ 28 trilhões em dez anos.

“Se nos processos que participei tivesse sido avaliada por entrevistas às cegas, ter uma formação em uma área tão específica, ser mulher ou mesmo nordestina não teriam sido pontos julgados, como sei que muitas vezes foram”, ressalta a Cammila.

 

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