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Startup canadense de fisioterapia aposta em tecnologia de videogames no Brasil

Gabriela Stripoli

01/04/2014 às 14h10

Startup canadense de fisioterapia aposta em tecnologia de videogames no Brasil
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Nascida em 2009 no Canadá e desenvolvida a partir de aportes de mais de US$ 5 milhões, a Jintronix é uma startup com sérias pretensões internacionais. Com vendas iniciadas no país natal e nos Estados Unidos, a empresa alcançou 60 clínicas com soluções adquiridas, com mais de 200 unidades instaladas. No Brasil, a companhia já opera com clientes e parceiros para se posicionar no mercado e lançar oficialmente, durante a feira Hospitalar de maio, sua operação comercial.

O sistema de reabilitação Jintronix (JRS) é uma solução profissional para fisioterapia baseado na captação dos movimentos do paciente. Acessado via web, o produto utiliza o Kinect, sensor da Microsoft primeiro lançado para uso recreativo em videogames da marca Xbox, para captar os exercícios dos pacientes e, com os dados, medir seu progresso. Fisioterapeutas recebem uma série de dados durante e após cada avaliação e, com eles em mãos, podem reforçar ou aliviar as séries e acelerar a recuperação.

Há ainda o aspecto da motivação do paciente: os ambientes de exercícios gamificados exibidos na tela prometem atividades personalizados – e mais divertidas – para cada paciente. Circulação, presença de objetos, posicionamento e velocidade são alguns dos parâmetros customizáveis. O equipamento tem capacidade de rastrear simultaneamente 20 articulações, segundo a empresa.

Danilo Castro, gerente da empresa no Brasil e responsável também pelo mercado latino-americano, diz que o foco comercial da empresa não está somente em clínicas e hospitais, mas também nos profissionais e pacientes de fisioterapia.

“Queremos reproduzir no Brasil a base de P&D [pesquisa e desenvolvimento] e publicação [científica] que temos no Canadá. Para isso buscamos instituições de ensino e profissionais com interesse na realização de parcerias para P&Ds, utilizando o sistema e as conexões com instituições estrangeiras providas pela Jintronix para levarmos o nível das tecnologias em fisioterapia no Brasil ao próximo nível”, diz o executivo.

Castro diz que a empresa almeja ser “o grande player para área de tecnologia de fisioterapia” no Brasil. Para isso, a estratégia é apresentar uma solução “robusta, completa e de fácil acesso”, o que seria facilitado pelo forte investimento em pesquisa promovido “por fisioterapeutas para fisioterapeutas”.

O objetivo da empresa no Brasil é aproveitar o “gap na utilização das tecnologias para fisioterapia atualmente no Brasil”. Para o executivo, as soluções atualmente em uso oferecem apenas jogos pré-definidos, que exigem adaptações do fisioterapeuta para uso em tratamentos prescritos pelos médicos. Assim, há espaço para jogos personalizáveis, que atendam exercícios diferentes e forneçam relatórios e análises detalhadas.

“Pretendemos com a Jintronix não apenas atender este gap tecnológico como também possibilitar mudanças no atual modelo de negócio das clínicas de fisioterapia, seja estendendo a atuação do profissional para além das paredes da clínica, proporcionando novas formas de interações entre fisioterapeuta e pacientes, ou possibilitando novos modelos de atendimento para clínica”, explica Castro.

Há a promessa de aprimoramento constante do JRS – que em setembro deve adotar o Kinect One, nova versão do equipamento da Microsoft, para melhorar a captação de movimentos e torná-la mais precisa, além de gerar mais dados. “A cada mês temos novidades na solução em termos de novos exercícios, novas atividades e funcionalidades sem custos adicionais”, diz o country manager.

* Colaborou Verena Souza

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