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Tecnologia móvel é prioridade de investimento para empresas brasileiras

Segundo estudo da Zebra Technologies, a América Latina tem como impulsionamento nos investimentos tecnologias de rede sem fio, como o 5G.

Wellington Arruda

07/08/2019 às 16h07

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O estudo O Futuro das Operações de Campo da Zebra Technologies coloca dispositivos móveis no centro das atenções de organizações brasileiras.

Como resultado, o investimento em tecnologia móvel é prioridade máxima para 55% das empresas brasileiras. Outros 41% destacam que esta é uma prioridade crescente.

Os motivos estão relacionados a acompanhar a rápida evolução e demanda dos clientes, mas também investimentos em dispositivos corporativos. Dentre outros, destaca-se o objetivo de melhorar a produtividade dos trabalhadores e a satisfação dos clientes em todas as etapas da operação de campo.

Isso inclui, também, o gerenciamento de frota, serviços de campo, comprovantes de entrega e fluxos de envio direto para a loja.

O estudo foi baseado em pesquisa online com 2.075 decisores sobre mobilidade de 20 países, incluindo Brasil, Estados Unidos, Canadá, Chile, França, Itália e outros.

Segundo o gerente geral da Zebra Technologies Brasil, Vanderlei Ferreira, o e-commerce tem grande papel nessa mudança. Segundo ele, "a indústria de campo está adaptando a maneira como olha para seu investimento em tecnologia móvel de maneira rápida".

O estudo, segundo Ferreira, mostra que a adoção de tecnologias transformadoras e disruptivas se traduz em vantagem competitiva. Dentre estas, destaca "realidade aumentada e rótulos inteligentes".

Linha de frente

O estudo revela números interessantes sobre o uso de tecnologias móveis por empresas. Por exemplo, 16% delas usam dispositivos corporativos na maioria de suas operações de campo; a estimativa é de um crescimento para até 53% no Brasil em cinco anos.

Estima-se que, no período de 2018 a 2023, o investimento em computadores móveis (com scanners de códigos de barras) e tablets robustos deve crescer, respectivamente, 42% e 51%. O uso de impressoras móveis deve crescer 43% no mesmo período.

Com isto, espera-se mais precisão no uso desses dispositivos em ações como administração de inventários, de envios e de ativos para o aumento de receitas dos negócios.

Dentro dos investimentos, 84% dos entrevistados costumam realizar uma análise do custo total (TCO) dos dispositivos antes de fazê-los. Já para 31% deles, os smartphones de consumo têm melhor TCO do que dispositivos robustos empresariais.

A pesquisa também cita preocupações terciárias e o pós-venda nestas avaliações. Sobre o investimento em novas tecnologias empresariais, as considerações de TCO das empresas destacam:

  • 44% para substituição;
  • 34% para primeiro dispositivo;
  • 58% para desenvolvimento de aplicativos;
  • 65% para programação/TI.

Para os entrevistados, também são considerados fatores como custos de gerenciamento e suporte (47%), atendimento ao cliente (37%), ciclo de vida do dispositivo (32%) e custos de reparo (40%). Todos eles estão ligados ao ciclo de compras.

De olho no 5G

Segundo a pesquisa, 8 em cada dez organizações acreditam que as redes móveis mais rápidas serão um "fator-chave" para investimentos em operações de campo. Isto significa o uso de tecnologias como droides e drones; mais de um terço dos tomadores de decisão citam estes como maiores disruptores.

Ainda dentro do estudo, 81% dos entrevistados enxergam tecnologias de realidade aumentada e virtual como um fator disruptivo. Já 82% consideram sensores, outros 82% visam etiquetas inteligentes e 75% a automação de carregamento de caminhões.

Na América Latina, 83% dos entrevistados concordam que redes sem fio mais rápidas (4G/5G) serão impulsionadoras no investimento. Em comparação, na amostra global 70% concordaram com a afirmação.

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