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TI híbrida traz oportunidade de rever processos e modelos de negócios

TI híbrida traz oportunidade de rever processos e modelos de negócios

CTO da HPE para nuvem e TI híbrida fala sobre desafios das empresas na jornada rumo ao mundo híbrido e destaca a necessidade de o CIO buscar apoio de seus pares e, principalmente, dos desenvolvedores

Que o mundo da TI corporativa caminha para um ambiente híbrido praticamente ninguém tem dúvidas. Mesmo empresas mais conservadoras ou que lidam com níveis de compliance elevados já estudam ou trabalham esse tipo de conceito. A matemática é simples: fica em casa o que for essencial ou por regra de negócio e fora aquilo que demanda escala, conta com picos de acesso ou mesmo que não precisa estar fisicamente dentro da empresa.

Posto isso, o debate em torno da TI híbrida e não apenas nuvem híbrida tem ido muito além da tecnologia. O tema passa por uma questão fundamental: revisar processos e modelos de negócio. O tempo atual é de mudanças e não apenas por turbulências econômicas. O mundo está mudando rapidamente e muitas empresas centenárias estão enfrentando problemas bastante sérios para manterem-se na ativa. 

Como lembrou o CTO da HPE para nuvem e TI híbrida, Geoff Tudor, as empresas coletam dados de uma maneira nunca antes vista, mas como usar isso em benefício do negócio? Como dar inteligência a esse emaranhado de informação para conhecer, por exemplo, o comportamento do cliente? “Você tem uma explosão de interações de clientes por meio de diversos pontos de acesso. Como controlar, gerenciar e monetizar essas possibilidades? É o negócio baseado em dados”, comentou o executivo em conversa com o IT Forum 365.

Esse controle, gerenciamento e até a exploração de possibilidades de ganhos reais com as interações pede um ambiente de TI totalmente diferente que o encontrado na maioria das empresas. Quando se olha as indústrias tradicionais, existe uma supercompetição e elas precisam aprender a lidar com isso e a entender esse poder que o consumidor adquiriu. Essa transformação ainda em curso já modificou a forma de fazer negócios nos últimos dez anos.

Mas como sair da TI tradicional? Quais desafios o CIO precisa, novamente, enfrentar? “Existem vários desafios para sair da TI tradicional e vir para um mundo híbrido, onde se paga pelo que se usa. Tem de se avaliar requerimentos de compliance, SLA, regras financeiras. Você precisa fazer a lição de casa, um tipo de assessment para entender o seu mundo e se, por meio dele, é possível ir para uma nuvem pública, privada ou híbrida, por exemplo”, avaliou Tudor.

Cabeça aberta
Todavia, mais importante que a lição de casa, que o entendimento do momento do negócio e se a virada é possível, o CIO precisa conquistar aliados internamente, sobretudo, CFOs, desenvolvedores e outros steakeholders que sejam partes importantes nesse processo. Todo apoio será necessário. E, nessa jornada de conquistar os aliados, mostre benefícios como produtividade, economia, satisfação do usuário; só esses três pontos já influenciam bastante a decisão financeira.

Olhando o mercado de maneira geral, as empresas que estão mais preparadas para esse tipo de mudança são as do ramo financeiro. Embora conservadoras, elas dependem de TI, possuem orçamentos para isso e vivem num mercado altamente competitivo. Elas sempre precisam de mais resposta e agilidade para atender às demandas dos clientes.

Para que tudo dê certo e a companhia aproveite essa jornada da melhor forma possível, no entanto, é preciso estar com a cabeça aberta. Tudor citou como exemplo o ramo de aluguel de carros, um negócio que não sofreu grandes mudanças nas últimas décadas, com processos congelados, papéis para assinar, entre outros. Nos Estados Unidos, porém, um serviço está desafiando essa lógica fortemente. Foi lançado uma plataforma de aluguel de carro pier to pier, pela qual qualquer pessoa pode disponibilizar seu próprio veículo para locação. Como bem lembrou o executivo, é uma espécie de Airbnb de carros. 

“Você deixa no estacionamento do aeroporto, mas outra pessoa usará no período de viagem. Sem burocracia e mais barato. É uma jornada e acredito que a HPE está qualificada para auxiliar nesse caminho, seja com as diversas aplicações que temos em nosso portfólio, além dos serviços, com bom TCO, ROI. Você pode parar e pensar que a disrupção acontecerá em 15 anos, mas é preciso pensar agora antes que alguém tome seu lugar.”

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