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Competitividade para setores de cabeamento e data centers

Há uma tendência ao uso cada vez maior de fibras ópticas em empreendimentos como data centers, hospitais e em ambiente comercial

O mercado de cabeamento estruturado atingiu a maturidade no Brasil. Esse tipo de tecnologia vem sendo utilizada no país, desde o início da década de 1990, em vários ambientes como comercial, residencial, industrial, hospitalar, etc. O seu crescimento tem sido modesto na última década, especialmente para o setor de cabeamento em cobre. Por outro lado, há uma tendência ao uso cada vez maior de fibras ópticas em empreendimentos como data centers, hospitais e em ambiente comercial.

O desenvolvimento de cabos e hardware de conexão foi maior que o crescimento das aplicações em redes. Além disso, o Brasil tem sido bastante ativo na ampliação da normalização para cabeamento estruturado, com atualizações e normas em fase com a normalização internacional no setor.

O mercado oferece cabos e sistemas de cabeamento com largura de banda de até 2 GHz, porém as aplicações mais populares não requerem mais de um quarto dessa largura de banda, ou seja, 500 MHz.  Essa questão explica o crescimento modesto do cabeamento no país e também em outros países. Os sistemas de cabeamento óptico e as técnicas PON (Passive Optical Network), responsáveis pela distribuição óptica, embora não sejam necessariamente associadas a cabeamento estruturado, devem ganhar um mercado cada vez maior e levar o cabeamento, em sua forma mais ampla, a um crescimento significativo em relativo curto espaço de tempo.

Paralelo a esse mercado, o setor de data centers está em crescimento, não somente no Brasil, mas em vários outros países. Essa demanda está mais associada aos milhares de novos data centers de pequeno porte do que as grandes infraestruturas. Embora essas instalações de grande porte tenham mais projeção na mídia por causa de seus tamanhos e das empresas responsáveis por elas, não são as mais importantes para projetistas e instaladores desses sistemas.

Em termos de infraestrutura de engenharia, a ênfase continua na implementação de projetos que levem à eficiência energética. Por ser considerado um dos principais vilões, a área de climatização precisa de atenção especial. Entre as várias técnicas para otimizar o consumo de energia de data centers está o monitoramento da infraestrutura, o DCIM (Data Center Infrastructure Monitoring).

As plataformas DCIM são compostas de software e hardware (eletrônica) e seu objetivo é monitorar os diversos parâmetros da infraestrutura física de data centers para que os gestores possam tomar as decisões adequadas para melhor operação e segurança geral dos sistemas.

Certamente o país está em posição importante nos mercados de cabeamento e data centers. Se olharmos a América do Sul, tanto o mercado de cabeamento quanto de data centers no Brasil são os maiores da região. Porém, se compararmos aos Estados Unidos, por exemplo, o mercado de cabeamento no Brasil deve ser um décimo, em tamanho, do mercado norte-americano.

Parte desse desenvolvimento não ser tão acelerado quanto gostaríamos vem da crise econômica-política que o país tem enfrentado nos últimos anos e que reduziu a possibilidade de investimentos de modo geral e, em particular, nesse setor. Diante disso, torna-se imprescindível o fomento de informações e conhecimentos, visando promover a geração de negócios e a competitividade para o empresário brasileiro.

*Paulo Sérgio Marin é autor, doutor em engenharia elétrica e especialista em infraestrutura de cabeamento e data centers.

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