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O que falta para o mercado de PCs voltar a crescer?

O que falta para o mercado de PCs voltar a crescer?

Executivos da Dell Technologies, Hp Inc. e Lenovo apresentam ideias e reflexões sobre perspectivas para desktops e notebooks

Anualmente, o mercado de PCs tem apresentado quedas na produção, vendas e, consequentemente, no faturamento. De acordo com a IDC, foram vendidas no Brasil pouco mais de 1 milhão de máquinas no terceiro trimestre de 2016, 35% menos do que no mesmo período de 2015 e 11% menos em relação ao segundo trimestre deste ano. Desse total, foram 373 mil unidades de desktops (queda de 39%) e 674 mil notebooks (retração de 32%).

É consenso que a chegada dos dispositivos móveis foi um dos principais motivos para PCs deixarem de ser prioridade de compra. Consumidores optaram por não adquirir PCs para aproveitar todos os recursos que os smartphones oferecem com enorme praticidade.

Três empresas impactadas por esse cenário são Lenovo, HP Inc e Dell – as principais produtoras mundiais de PCs. Segundo a IDC, as três representam, respectivamente, 21,3%, 21,2% e 15,8% das remessas mundiais – mais de metade do mercado.

No Brasil, as três companhias ainda apostam sua fichas neste mercado, depositando confiança em alguns fatores que podem impulsioná-lo. Um deles é a troca do parque antigo que está instalado atualmente nas companhias brasileiras. As ideias e reflexões para a retomada do crescimento do mercado de PCs foram compartilhadas por executivos de cada empresa durante evento anual da Ingram Micro, distribuidora das três companhias, realizado em São Paulo.

De acordo com Luis Gonçalves, presidente da Dell Technologies no Brasil, são cerca 40 milhões de unidades que precisam ser trocadas no País. Para o executivo, diversas empresas precisarão fazer a troca por conta de regras de compliance, por exemplo. “As unidades antigas estão instaladas e muitas companhias precisam seguir regras de compliance e em algum momento terão de trocar PCs”, destacou o executivo, que disse ser também uma necessidade de segurança, visto que máquinas antigas não garantem proteção adequada quanto os novos sistemas.

Claudio Raupp, gerente-geral da HP Inc., seguiu a mesma linha sobre o parque antigo, que deve impulsionar as vendas. “Nosso mercado vive um momento de virada. Vemos tremendas oportunidades de maneira geral como serviços”, afirmou.

Fim dos tablets
Além dos smartphones, outro dispositivo que tirou mercado de PCs foram os tablets. Mas, nesse caso, Gonçalves foi convicto: essa “ameaça” deixará de existir.

“No mercado de tablets, o namoro acabou. Tablet é a categoria que mais decresce, seja porque smartphones tomaram lugar ou porque não fazem  tudo que um computador faz. Vão existir sempre PCs e smartphones”, acredita o executivo.

Mudança de postura
Silvio Stagni, presidente da Lenovo no Brasil, acredita que precisa haver uma mudança de postura em estratégia de vendas por parte dos fabricantes de PCs. Para ele, o exemplo a ser seguido é o do próprio mercado de smartphones, que tem enorme poder de convencimento e influência sobre os consumidores.

“A indústria de celulares cria motivos para o consumidor comprar os produtos. Qualquer empresa lança soluções, conta para os consumidores e eles vão querer. Eles sabem fazer isso. Nos últimos anos renovamos diversos formatos de computadores – com tamanhos menores, tela touchscreen, tela com giro 360 graus. O que falta é contarmos melhor, divulgar as inovações de forma efetiva, contar os motivos para o consumidor voltar a comprar computadores”, comentou o executivo.

Seguindo a linha de mudança de posicionamento, Gonçalves pediu uma postura mais proativa sobre o risco de equipamentos antigos. “Temos de ser mais proativos, agressivos e mostrar para os clientes corporativos os riscos de equipamentos com sistema operacional antigo e também mostrar toda essa linha de produtos novos, mais leve, com maior durabilidade, autonomia de bateria etc”, completou.

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