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Cuidado: telefonia registra maior número de tentativa de fraudes

Déborah Oliveira

27/07/2017 às 9h05

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Segundo o Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraude, de janeiro a maio de 2017, o Brasil registrou 782.244 tentativas de fraudes. Isso representa uma tentativa a cada 16,8 segundos. O segmento de telefonia foi o mais afetado no acumulado do ano, sendo responsável por 38,6% do total, com 301.956 tentativas. Nesse tipo de golpe, dados de consumidores são utilizados por criminosos para abertura de contas de celulares ou compra de aparelhos, por exemplo.

Caso as fraudes no segmento de telefonia sejam bem-sucedidas, funcionam como uma “porta de entrada” para os fraudadores aplicarem golpes de maior valor em outros setores da economia. Os golpistas costumam comprar telefones para ganharem um comprovante de residência e, assim, abrir contas em bancos para pegar talões de cheque, pedir cartões de crédito e fazer empréstimos bancários em nome de outras pessoas.

Crescem fraudes em serviços

O setor de serviços vem em seguida no ranking de segmentos com mais tentativas de fraude identificadas de janeiro a maio de 2017 (233.092), representando 29,8% do total.

Em terceiro lugar está bancos e financeiras com 23,9% de participação e 187.203 tentativas. O quarto setor mais afetado pelas tentativas nos cinco primeiros meses do ano foi o Varejo, com 47.452 tentativas e participação de 6,1%. Os demais segmentos representaram 1,6% do total.

Em maio deste ano, 164.988 tentativas de fraude foram aplicadas em todos os segmentos, o que representa um aumento de 19,7% em relação a abril do mesmo ano, quando o indicador apontou 137.856 tentativas. Na comparação de maio de 2017 x maio 2016, o crescimento nas tentativas foi de 12,3%.

Principais tentativas de golpe

• Compra de celulares com documentos falsos ou roubados.

Emissão de cartões de crédito. O golpista solicita um cartão de crédito usando uma identificação falsa ou roubada. Assim, ele deixa a “conta” para a vítima e o prejuízo para o emissor do cartão.

Financiamento de eletrônicos (varejo). O golpista compra um bem eletrônico (TV, aparelho de som, celular etc.) usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a conta para a vítima.

Abertura de conta. Golpista abre conta em um banco usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a “conta” para a vítima. Neste caso, toda a “cadeia” de produtos oferecidos (cartões, cheques, empréstimos pré-aprovados) potencializa possível prejuízo às vítimas, aos bancos e ao comércio.

Compra de automóveis. Golpista compra o automóvel usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a “conta” para a vítima.

Abertura de empresas. Dados roubados também podem ser usados na abertura de empresas, servindo de ‘fachada’ para aplicação de golpes no mercado.

7 dicas para se proteger das fraudes no mundo virtual

1. Ao ingressar em um site, verificar se possui certificado de segurança. Para isso, basta checar se o http do endereço vem acompanhado de um “s” no final (https). Há ainda certificados que ativam um destaque em verde na barra do navegador.

2. Não fazer cadastros em sites que não sejam de confiança.

3. Ter cuidado com sites que anunciam oferta de emprego ou produtos por preços muito inferiores ao mercado.

4. Não compartilhar dados pessoais nas redes sociais que podem ajudar os golpistas a se passarem por você.

5. Manter atualizado o antivírus do seu computador, diminuindo os riscos de ter seus dados pessoais roubados por arquivos espiões.

6. Evitar realizar qualquer tipo de transação financeira utilizando computadores conectados em redes públicas de internet.

7. Ao usar computadores compartilhados, verificar se fez o log off das suas contas (e-mail, internet banking etc).

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