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Trabalhadores de TI de SP não descartam greve

Solange Calvo

17/02/2017 às 9h00

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O impasse continua entre os dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo (Sindpd) e do sindicato que representa as empresas (Seprosp). Eles se reuniram nesta quarta-feira (15) para a sexta rodada de discussão da Campanha Salarial 2017.

Com a intransigência do setor patronal, segundo o sindpd, que voltou a trazer à mesa uma proposta de escalonamento do reajuste salarial, o sindicato dos trabalhadores já se movimenta para uma possibilidade de greve dos profissionais de TI.

No encontro desta semana, pouca coisa avançou na proposta da comissão representada pelo Seprosp. Os patrões voltaram a oferecer um aumento salarial fatiado, sendo 4,4% a partir de janeiro e os 1,89% restantes apenas em novembro. Além disso, incluíram na proposta um abono de 5% a ser pago somente no mês de agosto.

"Vou ser muito sincero e franco com vocês para  não perdermos mais tempo. Se não houver possibilidade de reajuste em parcela única, quero propor o encerramento das negociações. O Sindpd não tem condições de aceitar parcelamento ou qualquer coisa que seja diferente de dar um aumento único a partir de 1º de janeiro", afirmou Antonio Neto, presidente do Sindpd.

"Eu tenho procurado ser muito claro e quero que entendam isso: com essa perspectiva de parcelamento do reajuste, nós não fecharemos acordo. Eu não vou nem contrapropor essa oferta de vocês, a minha proposta ainda está na mesa: é aumento real mais a inflação do ano", disse o dirigente.

Principais demandas do Sindpd:

  • Reajuste salarial de 8,29% (IPCA de 2016 (6,29%) mais 2% de aumento real);
  • Redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais sem diminuição de salários;
  • Pagamento de vale-alimentação;
  • Vale-refeição de R$ 20 para jornada superior a 6h/dia e R$ 18 para até 6h/dia.
  • Pagamento integral de plano médico, hoje custeado em 70% pelos trabalhadores;
  • Auxílio-creche de 50% para crianças de até 72 meses;
  • Hora extra de 100% nas duas primeiras horas e 150% nas demais e finais de semana;
  • Licença-maternidade obrigatória de 180 dias;
  • Seguro de vida equivalente a 30 pisos salariais;
  • Garantia de reembolso de km para trabalhadores que usam os próprios veículos;
  • Pagamento de vale-cultura;
  • Custeio de bolsa de estudo para qualificação profissional.

Propostas do Seprosp:

  • Reajuste salarial de 6,29% parcelado em duas vezes (4,4% agora e 1,89% em novembro), além de abono de 5% em agosto;
  • Vale-refeição de R$ 17,50;
  • Manutenção da jornada de trabalho em 40 horas semanais;
  • Redução da multa para empresas que atrasam salários;
  • Desobrigação de continuidade da PLR para empresas que já pagam o benefício;
  • Desconto do vale-refeição em caso de faltas ou ausências dos trabalhadores;
  • Rejeição a todas as demais propostas feitas pelo Sindpd.

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