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Uber quer conquistar América Latina

Guilherme Borini

17/10/2016 às 10h21

Uber quer conquistar América Latina
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A Uber está cada vez mais de olho na América Latina. Atualmente operando em mais de 65 cidades da região, a empresa espera dobrar a presença até o final de 2017. De acordo com Andrew Macdonald, gerente-geral da empresa na Ásia, Pacífico e América Latina, em informações publicadas pela a agência Bloomberg, o número de viagens com Uber aumentou dez vezes na região, subindo para 45 milhões em agosto deste ano.

O Brasil atualmente é o terceiro maior negócio para a Uber, atrás apenas dos EUA e Índia. Já a Cidade do México é o município mais movimentado - São Paulo é o segundo colocado.

A região tornou-se especialmente importante para a empresa por conta de uma decisão estratégica no outro lado do mundo. Em 1º de agosto, a Uber decidiu deixar a China, depois de perder mais de US$ 2 bilhões em dois anos. Agora, o foco mais do que nunca é mostrar que seu negócio continua sendo ambicioso, sobretudo para conquistar a América Latina, Índia e países do sudeste asiático.

Um dos principais motivos que destacam a América Latina para a empresa é a possibilidade de enfrentar concorrência mais fraca, ao contrário do que acontece em outras regiões. A Índia, por exemplo, é considerada cara e competitiva. A Europa tem diversas regulamentações para serem enfrentadas. Mesmo nos EUA, a Uber gastou US$ 100 milhões no segundo trimestre deste ano para disputar com a rival Lyft. Na América Latina, no entanto, os concorrentes primários da Uber são menos estabelecidos e ainda não têm investimentos suficientes para tornar a concorrência difícil.

Mas para a Uber de fato conquistar a América Latina, ainda vai precisar superar alguns desafios. Buenos Aires, cidade mais populosa da Argentina, proibiu a circulação de Ubers, uma vez que não está registrado como um serviço de táxi. A Uber, por sua vez, disse que, já que não é um serviço de táxi, a empresa tem o direito de operar. Em Bogotá, capital da Colômbia, sindicatos de táxis do país fizeram campanha contra os Ubers. Já em Lima, no Peru, onde há uma indústria de táxi consolidada, a Uber tem encontrado dificuldades de achar um ponto de apoio.

Em paralelo aos desafios, a empresa vai se consolidando na região. Em seus escritórios na Cidade do México já são mais de 150 empregados e, em toda a América Latina, mais de 350 funcionários foram contratados.

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