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Um hacker em sua geladeira?

Cibercriminosos querem diversificar e intensificar ações de invasões a casas

26/02/2018 às 10h05

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Após demonstrarem excepcional habilidade em roubar dados sensíveis das mais diversas fontes - desde grandes lojas, bancos, provedores de internet e até da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) - os hackers querem diversificar suas ações e estão buscando brechas de segurança até em eletrodomésticos aparentemente inofensivos, como câmeras, televisores e geladeiras.

Depois dos computadores e dos smartphones, agora é a vez dos aparelhos que utilizamos em nossa residência e que estão conectados de alguma forma à Internet. E o pior é que eles não estão atrás da sua série favorita nem da sua cerveja geladinha.

A Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) está alertando para o fato de que todos esses aparelhos estão ameaçados de serem alvos de ataques cibernéticos. A conhecida Internet das Coisas (IoT) é a próxima vítima dos criminosos que estão desenvolvendo suas habilidades para aprender como ter acesso a dados através desses eletrodomésticos.

Esses ataques cresceram de forma tão significativa ao longo dos últimos dois anos que a organização já reuniu investigadores e especialistas em averiguação digital de 23 países para simular um ataque cibernético coordenado a um banco tendo como base de lançamento esses aparelhos.

Na análise de Christian Vezina (foto), chief information security officer (Ciso) da Vasco Data Security, empresa global em soluções digitais incluindo identidade, segurança e produtividade nos negócios, a Internet das Coisas alterará radicalmente a forma como vivemos e trabalhamos, mas todo esse novo cenário de facilidades pode ser facilmente sabotado pela ausência de uma segurança adequada. No momento atual, as ferramentas necessárias para um ataque cibernético são prontamente encontradas e usadas. “Qualquer pessoa pode ir até a chamada dark web e começar a usar um código malicioso, sem falar no acesso a programas criminosos envolvendo vírus, comercializados como serviço a preços irrisórios”, comenta Christian.

O executivo também chama a atenção para o fato de que os aparelhos conectados na Internet não possuem a encriptação adequada. Com esse universo crescendo expressivamente e tendo uma projeção para atingir os 20 bilhões de unidade em 2020, segundo levantamento do Gartner, a questão da segurança é uma prioridade.

“As organizações que oferecem produtos conectados precisam investir na entrega da segurança adequada para a experiência da IoT. E os consumidores precisam ser educados nas melhores práticas para dar segurança aos seus aparelhos. Sem a adequada segurança e educação, os consumidores ficarão hesitantes em mergulhar nessa nova experiência e corremos o risco de perder o imenso potencial presente nessa tecnologia revolucionária”, conclui Christian.

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