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Valores da juventude na era da hiperconectividade

A geração Z está crescendo na era digitalizada. Isto, querendo ou não influencia a formação de valores

Darlei Dário Padilha *

30/05/2019 às 20h30

Foto: Shutterstock

Você já parou para pensar que todos aqueles que nasceram no começo dos anos 2000 hoje já caminham para idade adulta? Assim como este jovem do século XXI, diversos rapazes e moças começam a apresentar seus sinais de maturidade celebrando uma das fases mais importantes da vida: a juventude.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), os indivíduos entre os 15 e 24 anos são considerados jovens e estima-se que existem no mundo mais de um bilhão de seres humanos nessa faixa etária - um terço da população mundial, o que indica mais esperança de um mundo melhor. Infelizmente, sabemos que nem todos têm as mesmas oportunidades de acesso à educação, saúde, moradia etc.

Apesar disso, a chamada geração Z representa os nativos digitais, pessoas muito familiarizadas com o uso da internet e o pensamento em rede, extremamente conectadas por telefones móveis e pelo constante compartilhamento de arquivos por meio das redes sociais. Dotados de uma grande compreensão da tecnologia, uma das maiores nuances dessa juventude é o ato de zapear entre várias opções de experiências, seja em séries de televisão, filmes, videogames, modelos de ‘smartphones/tablets’ ou tutoriais para aprendizados diversos.

Esses jovens não são fortemente influenciados por propagandas e sempre procuram por indicações de amigos antes de comprar algo. Alguns estudiosos diferem na opinião sobre as consequências dessa hiperconectividade nesse período em que ocorrem algumas das primeiras decisões individuais que o(a) acompanharão por muito tempo, como, por exemplo, a opção por uma profissão, o primeiro voto, entre outras escolhas que delimitarão seu futuro.
Realmente uma rotina limitada às telas de conteúdos 'on demand' pode gerar sérios problemas, causando inclusive um atrofiamento da vida social, sendo que os jovens precisam da convivência em grupos para se integrar à sociedade. A compulsão começa a se refletir no corpo: dores de cabeça, nas costas e articulações, ganho de peso.

Somado a esses problemas, a juventude é o momento-chave para começar a construir a realidade da fase adulta. Aos poucos o jovem vai se tornando uma pessoa mais responsável, mais seguro de seus atos, tendo inclusive responsabilidades civis. Quase tudo é possível nesta etapa de intensas descobertas, estudos, namoros, viagens e aventuras.

A juventude é também um período crucial, em que as pessoas concluem a educação básica e começam a construir uma carreira no ensino superior. Nós acreditamos que a construção do projeto de vida pessoal se faz pelo processo de autoconhecimento, desenvolvimento de habilidades socioemocionais e o fortalecimento de valores como espírito de família, ética, solidariedade e interculturalidade.

* Darlei Dário Padilha é mestre em educação, professora universitária e diretora geral do Colégio Marista Goiânia

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