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Varejistas intensificam uso de big data e internet das coisas

Estudo revela que a adoção de nuvem também cresceu no segmento, que buscas formas de fisgar o cliente com experiências

Redação

29/11/2018 às 11h25

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Um levantamento realizado pela Vertiv e Datacenter Dynamics com 50 dos maiores grupos de varejo do mundo, que têm receita combinada de US$ 953 bilhões, detalha o impacto da transformação digital sobre esse segmento. De acordo com a pesquisa, até 2020, recursos de data centers dedicados ao e-commerce devem aumentar em 20%. Já o número de centros de distribuição pode crescer 26%.

A pesquisa revela, portanto, enquanto os varejistas competem para oferecer experiências do usuário mais singulares e personalizadas, o uso de nuvem, internet das coisas (IoT) e big data será cada vez mais intenso em lojas, canais on-line e centros de distribuição. Espera-se que a quantidade de espaço de data center dedicada a distribuição/logística aumente em 10% e que o uso de hospedagem na nuvem para suportar a distribuição aumente em 87%.

Segundo o relatório da Vertiv, porém, um quarto dos varejistas ainda está defasada no processo de adotar novas tecnologias e integrá-las entre as diferentes operações. Isso é importante para gerar uma experiência do cliente mais integrada, independentemente de ser online ou física.

“Não é segredo que o varejo online está levando os varejistas a fazerem expressivos investimentos em TI. Mas, como esse estudo deixa claro, a transformação digital no varejo vai muito além do e-commerce”, disse Lucas Beran, analista de infraestrutura de data center da consultoria IHS Markit. “Os varejistas atuais também estão se esforçando para aprimorar os sistemas de TI em suas lojas físicas e centros de distribuição.”

Assim, portanto, as empresas estão trabalhando para oferecer uma experiência do cliente impactante, seja na loja física, seja na operação on-line. “Trata-se de um desafio. Qualquer que seja o ambiente de negócios – on-line, na distribuição/retaguarda e na loja – novas demandas são feitas à infraestrutura física. A meta é, em todos os casos, aumentar a confiabilidade da TI, acelerar o time-to-market, conter custos e reduzir a complexidade da gestão”.

Edge Computing

A enquete confirma, ainda, que mais poder computacional está sendo movido para as lojas, para suportar os tipos de aplicações de Edge Computing que aumentam a intimidade com o cliente e os influenciam diretamente no ponto comercial.

“Os varejistas moverão mais footprint de TI para as lojas, para se aproximarem dos clientes e influenciá-los mais perto do ponto de decisão de compra”, disse Martin Olsen, Vice-Presidente Global de Soluções Edge e Integradas da Vertiv. “Nossa previsão para os próximos anos é de que o investimento em TI para lojas e distribuição seja o dobro daquele destinado ao data center central. Boa parte desse investimento no data center principal está sendo feito para suportar o online e as lojas.”

Para suportar sua transformação, os varejistas estão adotando novas opções de infraestrutura física que proporcionam maior confiabilidade e uma implementação fácil e rápida. Essas tecnologias se baseiam em projetos modulares padronizados, escaláveis (acompanham a demanda por capacidade) e, também, apostando em avanços tecnológicos next-generation.

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