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Viber acena ao corporativo e repensa timelines

Vitor Cavalcanti

26/08/2014 às 16h09

Viber acena ao corporativo e repensa timelines
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Não é novidade para ninguém que existe uma fuga dos mais jovens de redes sociais como o Facebook. O que era legal, passou a ficar chato no momento em que eles se sentiram vigiados pela família e até julgados por estarem demasiadamente expostos. Diante disso, comunicadores como WhatsApp, Viber, WeChat, entre outros, cresceram na preferência desse público e hoje desafiam o poder das mídias sociais em questões como colaborar e compartilhar. A briga nesse nicho agora é para ofertar mais serviços, mas sem ser invasivo, preservando, assim, a liberdade de uso que essas pessoas têm. E como fazer isso?

O Viber, que no início era associado à uma aplicação de voz e como concorrente do Skype, tem trabalhado nos últimos anos para aprimorar suas funcionalidades. Lançou a mensagem por texto, criou uma cultura dos stickers, bastante utilizados por adolescentes, apresentou uma versão desktop e, agora, entendeu que era hora de melhorar o compartilhamento de conteúdo. A ordem era simplificar. Em vez de estar num site ou numa rede social, salvar link ou foto em seu smartphone e só depois postar no comunicador, a startup queria um processo mais rápido e amigável. Além disso, eles tinham como objetivo, de alguma forma, melhorar o ambiente confuso criado por uma timeline onde informações relevantes e inúteis disputam a atenção dos usuários. Tudo, obviamente, mantendo o poder de escolha.

"Os Grupos Abertos serão a ponte entre público e conteúdo de interesse. São grupos tradicionais, como os já existentes no Viber. A diferença do privado é que qualquer usuário poderá seguir esse grupo", afirmou Luiz Felipe Barros, country manager do Viber no Brasil. Esses grupos serão encontrados por mecanismo de busca no aplicativo e, no caso da relação entre marcas e consumidores, permitirão uma interação mais rica. "O usuário não segue monólogo da marca, mas participa da discussão, tem conversa com fotos, vídeos, links, e diálogos entre as pessoas. No Twitter, o conteúdo se perde no volume insano de mensagens. No timeline do grupo apenas membros publicam, usuários dão like e comentam os conteúdos."

Para eventos como Copa do Mundo, Semanas de Moda ou premiações como Oscar é possível criar membros temporários para criar um ambiente de interatividade e proximidade de tais eventos com o público ainda maior. A ferramenta será lançada oficialmente em setembro e sua divulgação poderá acontecer de diversas formas, com o endereço viber.com/nomedogrupo, com botão em sites ou mesmo QR Code. Empresas como Omelete, Grupo Mix, Não Salvo e Esporte Interativo estão entre os primeiros a utilizarem a funcionalidade grupos.
Assim como LinkedIn, Twitter, Facebook e Google+, também será possível criar um botão de compartilhamento em sites de notícia com o Viber e qualquer conteúdo poderá ser enviado diretamente para um grupo ou amigo específico.

Embora a funcionalidade de grupos públicos seja para todos, as empresas, sobretudo, as produtoras de conteúdos e fabricantes de bens de consumo terão ganhos por tratar com o público alvo de maneira mais direta. Outro aceno corporativo é a criação da HotLine, um número personalizado para que companhias possam usá-lo para fazer promoções ou interações específicas sem a necessidade de comprar um número em uma operadora para esta finalidade.

Acelerando

Atualmente, o Viber conta com 400 milhões de usuários ativos no mundo, um crescimento de 100% desde dezembro. No Brasil, são 17 milhões de usuários dos quais 85% utilizam mensagens de texto.

Para manter esse ritmo de crescimento, além da abertura de escritórios em mercados importantes, o executivo frisa a questão da inovação, prometendo duas novidades ao mês em produtos e parcerias até o final do ano, inclusive com novas funcionalidades para empresas. "Alguma rede social durou mais de quatro anos com força sem inovar? Não existe. O Facebook não trouxe novidade nos últimos dois anos e passou a não ser atrativo para jovens. O mesmo aconteceu com Orkut, que era mais popular que o WhatsApp hoje. Falta de inovação é suicídio, nascemos com voz, implantamos texto, grupos, versão PC. Somos multiplataforma", garante.

Dentro dessa perspectiva, o executivo auto define o Viber em seu novo momento como plataforma social. Primeiro por permitir colaboração e compartilhamento de maneira facilitada e, em segundo lugar, por tentar recriar a timeline da forma como foi popularizada pelas redes sociais tradicionais, organizando-a por grupos onde apenas membros comentam, deixando assim o conteúdo mais bem selecionado.

Outra forma de atrair a audiência jovem que foge de um Facebook é garantir que não haverá publicidade tradicional ou abordagens consideradas invasivas. Eles querem, por exemplo, fomentar recursos para games e seguirem ganhando dinheiro com o uso premium da ferramenta e com venda de stickers.

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