COMUNIDADE

Metade dos consumidores mundiais está disposto a interromper ou reduzir consumo de vídeos pirateados

Pesquisa constata que a educação dos consumidores poderia reduzir o número de indivíduos (52%) que assistem vídeos pirateados

A Irdeto, empresa de em segurança para plataformas digitais, divulgou os resultados do que ela diz ser a maior pesquisa já realizada sobre pirataria entre consumidores. A Pesquisa Mundial da Irdeto sobre Pirataria entre Consumidores, que entrevistou mais de 25 mil adultos em 30 países, constatou que, não obstante o elevado número de consumidores que assistem vídeos pirateados (52%) no mundo inteiro, quase metade (48%) interromperia ou reduziria seu consumo de conteúdo ilegal após conhecer os danos que a pirataria causa no setor de mídia. Com quase metade dos consumidores dispostos a mudar seus hábitos de consumo, é enorme o impacto que a educação poderia ter na redução do número de pessoas que pirateiam vídeos.

O resultado mais positivo de uma iniciativa educativa de todo o setor poderia ser na América Latina e na APAC. Dos consumidores que assistem a conteúdo pirateado, 59% na América Latina e 55% na APAC afirmaram que assistiriam menos ou parariam de assistir vídeos pirateados após descobrir que a pirataria resulta em perda de receitas dos estúdios, afetando investimentos na criação futura de conteúdo. Em contraste, apenas 45% dos participantes na Europa e 38% nos EUA disseram que reduziriam ou interromperiam seu consumo de conteúdo pirateado.

Isso indica que a simples educação dos consumidores nessas regiões, sobre os danos associados à perda de receitas, pode não ser suficiente. Contudo, uma iniciativa educativa concentrada no impacto da pirataria no processo criativo da produção de conteúdo, combinada com informações sobre como a pirataria está frequentemente associada a organizações criminosas e como o conteúdo pirateado pode incluir malware que rouba dados pessoais dos consumidores, poderia ter maior aceitação nesses mercados.

“Há uma batalha no setor de mídia e entretenimento”, afirmou Doug Lowther, CEO, Irdeto. “As ofertas de conteúdo legal não estão mais competindo apenas entre si. Os piratas sem dúvida cresceram e se tornaram um inimigo expressivo, que não deve ser ignorado”, comenta e completa: “Com mais da metade dos consumidores admitindo abertamente que assistem a conteúdo pirateado, é crucial que o setor lide frontalmente com a pirataria. Será necessário ter tecnologia e serviços para proteger o conteúdo legal, assim como um programa educativo abrangente para ajudar a mudar o comportamento dos consumidores. Com uma estratégia anti-pirataria de 360 graus, o mercado está totalmente preparado para levar o combate à pirataria ao próximo nível”.

Outras conclusões da Pesquisa Mundial da Irdeto sobre Pirataria entre Consumidores:

• Falta de conhecimento sobre o que é legal e ilegal: embora muitos consumidores mundiais saibam que a produção ou distribuição de vídeos pirateados é ilegal (70%), um número muito menor reconhece que streaming e downloads (assistir ao conteúdo) também é contra a lei (59%). Na América Latina, essa falta de conhecimento é mais acentuada, com 75% dos participantes afirmando que a produção ou distribuição de conteúdo pirateado é ilegal, mas apenas 60% reconhecendo que streaming ou download são ilegais. Os resultados gerais da pesquisa sugerem a eventual necessidade de mais educação para informar consumidores no mundo inteiro que a prática de qualquer forma de pirataria (produção, distribuição, download ou streaming) é ilegal.

• O caso extremo da Rússia: em quase todos os países pesquisados, muitos consumidores reconhecem que a produção ou distribuição de vídeos pirateados é ilegal; contudo, esse não é o caso na Rússia. Surpreendentemente, 87% dos participantes não consideram ilegal produzir ou distribuir vídeos pirateados. Além disso, 66% acreditam que não é ilegal fazer download ou streaming de vídeos pirateados. Para prevenir o crescimento da pirataria nesse país, é necessário realizar um esforço coordenado para educar os russos sobre a ilegalidade da pirataria.

• Impacto da disponibilidade de conteúdo no consumo: a APAC (61%) e a América Latina (70%) são as regiões com mais consumidores que admitiram assistir a conteúdo pirateado, enquanto que Europa (45%) e EUA (32%) apresentaram o menor número de pessoas indicando que praticam a pirataria. Esses resultados mostram que os consumidores na Europa e nos EUA têm mais acesso ao conteúdo desejado, reduzindo sua necessidade de assistir a conteúdo pirateado.

• As mudanças nos hábitos televisivos da geração mais jovem: os laptops foram universalmente os aparelhos de maior preferência para o consumo de vídeos pirateados. Consumidores na Europa (65%), APAC (45%), América Latina (53%) e EUA (41%) indicaram ser esse o método mais comum de consumo de conteúdo pirateado. Contudo, já há uma mudança em curso, com participantes entre 18 e 24 anos de idade indicando que utilizam predominantemente aparelhos móveis ou de streaming para assistir ou acessar vídeos pirateados. Entre os consumidores nessa faixa etária na China, 52% informaram que os aparelhos móveis são o método preferencial de consumo de conteúdo pirateado (smartphones ou tablets).

Além disso, consumidores entre 18 e 24 anos de idade na Índia (20%) foram os que menos assistem a conteúdo pirateado em um aparelho de streaming. O Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) está entre os cinco primeiros em ambas as categorias, indicando que sua população com 18 a 24 anos de idade estão acima da média em termos de utilização de aparealhos móveis ou de streaming em vez de laptops para assistir a vídeos pirateados.

• O crescimento do Kodi no Reino Unido: é interessante observar que o Kodi figurou como dispositivo mais utilizado para piratear conteúdo apenas no Reino Unido, onde 11% dos consumidores piratas utilizam o dispositivo de streaming para acessar conteúdo ilegal. A segunda maior porcentagem foi constatada em Portugal, onde 6% dos consumidores utilizam o Kodi para acessar conteúdo pirateado. A maior porcentagem de usuários do Kodi no Reino Unido está nas faixas etárias de 35 a 44 e de mais de 55 anos de idade, ambas com 18%. É um grande contraste com os 3% dos participantes com 18 a 24 anos de idade que utilizam o Kodi para piratear conteúdo.

• Lista dos programas mais populares entre os consumidores: filmes que estão em cartaz nos cinemas (27%) e séries de TV (21%) foram os tipos mais populares de conteúdo pirateado. Além disso, embora a pirataria de eventos esportivos ao vivo seja um problema cada vez mais grave no setor, uma surpresa nos resultados da pesquisa foi a porcentagem de consumidores piratas que indicam maior interesse na pirataria de eventos esportivos ao vivo. Os únicos países onde figuraram entre os dois primeiros lugares foram Portugal (25%), Egito (23%) e CCG (19%).

Embora já se sinta o impacto negativo da pirataria de eventos esportivos ao vivo no setor, isso indica que o mercado ainda tem a oportunidade de educar os consumidores sobre os danos que a pirataria causa no espaço de eventos esportivos ao vivo antes de o problema crescer ainda mais. Essa educação será importante sobretudo entre os homens, já que mais homens nesses países indicaram seu maior interesse na pirataria de eventos esportivos ao vivo, enquanto que a maioria das mulhers prefere piratear séries de TV.

“A educação sobre o impacto negativo da pirataria tanto no setor como nos próprios consumidores é um elemento importante de qualquer estratégia anti-pirataria”, explicou Rory O’Connor, Vice-Presidente de Serviços, Irdeto. “Os resultados da pesquisa mostram que muitos países estão dispostos a mudar. Para promover essa mudança nos hábitos dos consumidores, será necessário realizar um esforço coordenado de todas as empresas do setor, não apenas para educar os consumidores sobre o impacto negativo da pirataria, mas também para inovar continuamente nos três elementos da escolha dos consumidores – conteúdo, valor e conveniência.”

Clique aqui para ler o relatório completo dos resultados da pesquisa.

Metodologia
A pesquisa foi encomendada pela Irdeto e realizada on-line pela YouGov Plc., de 29 de dezembro de 2016 a 16 de fevereiro de 2017. Foram incluídos 25.738 adultos (com mais de 18 anos de idade) em 30 países que aceitaram participar da pesquisa.

Países pesquisados: Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria, Brasil, CCG (a região do CCG abrange Arábia Saudita, EAU, Kuweit, Qatar, Bahrein e Omã), China, Colômbia, Dinamarca, Egito, Espanha, EUA, Índia, Indonésia, Itália, México, Polônia, Portugal, Reino Unido, Romênia, Rússia, Suécia, Suíça, Turquia e Ucrânia. Os valores foram devidamente ponderados para que representem os adultos de cada país (por exemplo, representatividade nacional, representatividade urbana, representatividade on-line).

 

 

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