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Whow! Festival: de jornada do cliente à inteligência artificial

Afinal, o que não é inovação?

Ana Gabriela De Callis

25/07/2019 às 16h00

Foto: Ana Gabriela De Callis

A terceira edição do Whow! Festival está acontecendo em São Paulo. Neste ano, são três dias de um evento que é pautado em inovação. No pavilhão da ARCA, na Vila Leopoldina, os três palcos de conteúdo receberam grandes nomes de grandes empresas, startups, palestrantes motivacionais, entendedores de tecnologia.

Em um dos painéis que assisti, o tema principal era jornada do cliente, e como algumas empresas estão utilizando inovação para reduzir atrito nesse relacionamento. Participaram do painel Célio Lopes, diretor de Produtos e Serviços Financeiros da Marisa, Silvana Balbo, diretora de marketing do Carrefour, e Simone Sancho, diretora de marketing digital da Sephora. O painel foi mediado por Maurício Castro da Silva, diretor de marketing da Atento.

O ponto chave do bate-papo foi como as empresas estão criando facilidades que viram referências para os clientes, e que mesmo nesses grandes conglomerados, não é possível fazer tudo. É preciso entender quais são os pontos em que os clientes têm mais conexão com a marca. E a inovação não precisa ser de outro mundo, não.

Entre os painéis e os palcos era possível encontrar inovação entre os patrocinadores do evento. O Carrefour montou um estande para mostrar como utiliza QR Codes hoje nos seus produtos para mostrar toda a cadeia produtiva. A Scania, marca de caminhões, trouxe inovação ao liberar seus modelos de fábrica já com bafômetro instalado. Com o recurso, o motorista não consegue dar a partida sem antes fazer o teste e garantir que está apto a pegar estrada.

Em outro painel que rolou no dia 24/07, pude ver como alguns profissionais estão estudando e desenvolvendo o futuro da mobilidade, base para as cidades inteligentes. O bate-papo aconteceu entre João Alves, CEO da Engebras, Livia Branco, head de estratégia da EDP, João Pedro Novachadlo, fundador Veever, e Stella Hiroki, especialista em cidades inteligentes.

Diferentemente do que eu imaginava, entendi que cidades inteligentes nem sempre estão ligadas à tecnologia. Singapura é considerada cidade mais inteligente do mundo pois possui todos os seus sistemas integrados: saúde, educação, transporte, entre outras. Outro ponto alto discutido no painel foi que para se tornar uma cidade inteligente, a demanda sempre tem de vir da cidade e nunca colocada nela.

O pessoal da NotCo mostrou que o futuro da alimentação já chegou. Eles se debruçaram no desenvolvimento de produtos que não são de origem animal, mas que, acredite se quiser, têm o mesmo gosto do que entendemos ser o “original”. A NotMayo, maionese da marca, já é vendida no Pão de Açúcar e em breve teremos o leite e o sorvete feitos com ingredientes a base de plantas para gerar sabor, consistência e textura iguais aos produtos de origem animal.

Para mim, o ponto alto do dia foi encontrar o Tinbot, robô faz tudo que eu vi nascer. O Tinbot é um robô interativo que faz o papel de recepcionista, gerente de projetos, professor de idiomas, assistente pessoal, entre outras. É o primeiro robô brasileiro interativo feito com Inteligência Artificial.

E por que eu vi esse robô nascer? Porque ele foi desenvolvido pelo Marco Diniz na DB1 Global Software, empresa de tecnologia de Maringá/PR, onde comecei minha carreira e realizei os primeiros estudos e trabalhos de persona do Tinbot. Na época, ele não era tão bonitão quanto hoje, e seus braços eram feitos de palitos de sorvete. Incrível ver onde ele chegou.

Para passar conteúdo aos visitantes de forma didática, o evento está divido pelos temas: Inovação, Comportamento, Comunicação e Marketing, Varejo, Mobilidade, Saúde, Economia, Seguros, Jurídico, Educação e Bots.

O Festival, além de mais de 200 palestras durante os três dias, também ofereceu aos participantes visitação “in loco” nas principais empresas inovadoras do Brasil para verem de perto como o trabalho é exercido na prática. Além disso, o Whow! possibilitou que os convidados gerassem networking qualificado por meio da ferramenta Matchmaking Tool, que promovia encontros profissionais com palestrantes do evento.

Tudo que pudemos ver no festival, se analisado separadamente, não é nada de outro mundo. E é exatamente isso que a inovação deve ser, simples e usual. Quando juntamos os temas de jornada de usuário,  inteligência artificial, cidades inteligentes, robótica, não é o futuro, é o presente, é inovação.

Ano que vem tem mais Whow!

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